O senador Rogério Marinho (PL-RN) se reunirá com aliados nesta quarta-feira para tentar viabilizar sua candidatura à presidência do Senado. O encontro de lideranças do PL deve formalizar o lançamento do nome do líder da oposição, com apoio do Novo, e servirá para demonstrar sua capacidade de reunir votos além da própria legenda para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP). A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Articulação e concorrência na direita
A articulação passa pela concorrência de Tereza Cristina (PP-MS), que mantém o nome à disposição e busca espaço entre parlamentares resistentes tanto à recondução de Alcolumbre quanto à candidatura de Marinho. Aliados da senadora apostam em sua capacidade de diálogo com diferentes setores da Casa para ampliar os apoios da direita.
Nesta terça, Marinho afirmou que os dois não disputarão um contra o outro, mas Tereza não confirmou o acordo e reiterou o desejo de ser a primeira mulher a presidir a Casa Alta do Congresso.
Cenário político desfavorável e estratégia do PL
O movimento ocorre em um cenário mais difícil para Marinho após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para Lula. Politicamente, o resultado retirou do PL a possibilidade de conduzir a negociação com a força de uma vitória nacional. A permanência de Lula no Planalto favorece a articulação de Alcolumbre, que já recebeu sinalizações de apoio de partidos governistas e de centro, além do respaldo de União Brasil e PP.
Busca por votos e alianças externas
Mesmo com a maior bancada do Senado, o PL depende de adesões externas para alcançar os 41 votos necessários. A estratégia dos aliados de Marinho inclui buscar dissidências em partidos cujas direções estejam comprometidas com Alcolumbre.
Para reduzir o risco de deserções, Marinho defende que os senadores de direita divulguem publicamente suas escolhas.
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