A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi executada a tiros na noite de segunda-feira (2) em um bar localizado no município de Brasiléia, no interior do Acre. A profissional estava acompanhada de amigos na calçada do estabelecimento quando o crime aconteceu, sendo o ato inteiramente capturado por sistemas de monitoramento por vídeo.
Dinâmica do crime
As filmagens revelam o momento em que um indivíduo de capacete aproxima-se da mesa onde a vítima estava sentada. O atirador saca uma arma de fogo e dispara pelo menos duas vezes, atingindo a servidora pelas costas e fazendo-a cair da cadeira. A ação ocorreu na presença de outras pessoas que frequentavam o local, incluindo uma criança, e o suspeito conseguiu escapar logo após efetuar os tiros.
Impacto na saúde municipal
A vítima atuava como servidora da prefeitura local, prestando atendimento na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva, pertencente à rede municipal. Diante da confirmação do falecimento, a administração municipal determinou a suspensão dos serviços em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e na própria Secretaria Municipal de Saúde, sem prazo estabelecido para o retorno das atividades no momento da nota oficial.
Repercussão institucional
O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) manifestou-se publicamente sobre o ocorrido. A entidade lamentou o assassinato, repudiou a violência praticada contra profissionais da saúde e exigiu uma apuração rigorosa para a identificação dos culpados.
Dados preliminares levantados após o homicídio indicam que a médica recebia intimidações antes do crime, contudo, a ligação exata entre essas intimidações e o assassinato permanece sob análise policial. A Polícia Civil conduz as investigações com o objetivo de localizar o atirador e esclarecer a motivação do crime, informando que o suspeito seguia foragido até as primeiras atualizações divulgadas na terça-feira (3).
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