A violência contra a mulher foi alvo de um duro desabafo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (3). A deputada estadual Maria Antônia (Progressistas) utilizou a tribuna da Casa para homenagear a memória da médica Elyne de Assis Nogueira, que foi brutalmente assassinada na cidade de Brasileia.
Laços familiares antigos e comoção no plenário
Natural da região do Alto Acre, a parlamentar não conteve as lágrimas ao falar sobre o crime. Visivelmente abalada, ela destacou a relação de longa data que mantinha com os parentes da profissional de saúde, recordando os tempos de juventude no município.
“Eu conheci a família da doutora Elyne desde quando eu era mocinha, menina nova. Era uma família muito guerreira. Seu Chico Assis vendia leite nos tempos mais antigos lá de Brasileia. Minha família comprava leite dele, que fornecia o leite no cavalo”, recordou a parlamentar.
Indignação com a violência extrema
Durante o pronunciamento na sessão ordinária, a deputada questionou a impunidade e a crueldade dos casos de homicídio que atingem o estado, prestando solidariedade aos entes queridos e pacientes da vítima.
“Até quando nós vamos passar por isso? Ter mortes tão violentas, tão cruéis, que a gente chega a nem acreditar quando acontece. Não temos palavras para dizer da nossa revolta, da nossa indignação por tão grande perversidade que fizeram com essa moça e com a família dela”, desabafou.
Legado de dedicação aos pacientes
Antes de encerrar o discurso, a representante do Poder Legislativo fez questão de exaltar o perfil profissional e humano da médica assassinada, reforçando o impacto positivo que ela deixou na comunidade local.
“Doutora Elyne, você era muito amada pela sua família, pelos seus amigos, pelos seus pacientes. Muitos falavam que a senhora era um amor de pessoa e atendia muito bem. Meus mais sinceros sentimentos de dor à família”, concluiu.
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