O assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, gerou forte repercussão política no Acre. A profissional foi morta a tiros na noite de segunda-feira, 2, enquanto estava em um estabelecimento comercial na cidade de Brasiléia, localizada na região de fronteira.
Cobrança por medidas efetivas
Diante do crime, o senador Alan Rick utilizou suas redes sociais na terça-feira, 3, para questionar a eficácia dos sistemas de proteção voltados ao público feminino no estado. O parlamentar enfatizou a necessidade de ações práticas por parte do poder público.
“É impossível não sentir indignação diante das circunstâncias desse crime. Elyne havia denunciado ameaças e buscado proteção. Ainda assim, teve sua vida interrompida pela violência”, escreveu Alan Rick, cobrando que as autoridades garantam que os registros de ocorrência tenham desdobramentos reais.
“As mulheres do Acre precisam ter a certeza de que suas denúncias serão levadas a sério e de que os mecanismos de proteção funcionarão quando mais precisarem. Proteger vidas exige atitudes concretas, não apenas palavras”, declarou o senador, que também expressou condolências aos entes queridos da vítima. “Recebo com profunda tristeza a notícia do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, em Brasiléia. Minha solidariedade à família e aos amigos neste momento de tanta dor. Que Deus conforte seus corações. Que o crime seja rigorosamente esclarecido e que haja justiça por Elyne”, concluiu.
Investigação policial e histórico de denúncias
De acordo com o delegado Erick Maciel, a vítima havia formalizado duas denúncias contra o ex-companheiro. O primeiro registro ocorreu em 25 de agosto de 2026, seguido por um segundo em 11 de setembro, ocasião em que relatou novas intimidações e o descumprimento de ordens judiciais de afastamento.
Busca por suspeitos
A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e apura a possível participação de um mandante e de um executor. As suspeitas recaem sobre Francisco Valadares Neto, apontado como o planejador do crime, enquanto o autor dos disparos já teve a identidade levantada e segue sendo caçado pelas forças de segurança do estado.
Em paralelo às investigações, a Polícia Militar do Acre emitiu nota detalhando os recursos de segurança para vítimas de violência doméstica, destacando o funcionamento de alertas automáticos por meio de botão do pânico em tornozeleiras eletrônicas, ao mesmo tempo em que confirmou a ausência de chamados de emergência via 190 no momento do ataque.
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