O mercado de aviação no Acre vai na contramão do cenário brasileiro e deve registrar um acréscimo de 11,4% na disponibilidade de voos nacionais em novembro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O território acreano integra um grupo restrito de apenas oito estados que contabilizarão expansão na malha aérea, superando os impactos negativos causados pelo encarecimento do querosene de aviação, insumo que forçou uma reavaliação geral nas estimativas das empresas do setor.
Destaque na região Norte
Conforme o estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o estado acreano detém a terceira expressiva taxa de expansão entre as unidades federativas que apresentarão aumento, ficando atrás apenas de Roraima, com 15,3%, e posicionando-se à frente de Rondônia, cuja estimativa aponta para um crescimento de 10,8%.
Outros estados com expansão
O panorama divulgado também indica elevação na oferta em outras regiões do país, como no Amazonas, com 9,6%, Tocantins, com 8,4%, Mato Grosso do Sul, registrando 4%, Piauí, com 3%, e Santa Catarina, que apresenta alta de 0,3%.
Cenário nacional em retração
Em âmbito federal, a perspectiva de ampliação de voos sofreu uma queda drástica, despencando de 9,4% para 4,2% no mesmo mês analisado, na comparação anual. Informações oriundas do Sistema de Registro de Operações (Siros), gerido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), revelam que a projeção de decolagens domésticas diminuiu de 69.545, no mês de abril, para 66.210 na data de 28 de outubro, o que representa um corte de 3.335 operações, correspondendo a uma retração de 5%.
A Abear esclarece que tal ajuste equivale a cerca de 500 mil viajantes a menos frente à projeção inicial. Tal enxugamento na oferta está diretamente associado ao encarecimento do querosene de aviação, elemento químico que corresponde a 46% dos gastos operacionais das empresas de transporte aéreo. Como reflexo direto dessa conjuntura, o estudo da Anac aponta ainda um encarecimento no valor médio dos bilhetes no país, que saltou de R$ 629,95 em fevereiro para R$ 746,57 ao longo de setembro, acumulando um salto de 18,5%.
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