O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) confirmou nesta terça-feira que Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. De acordo com o parlamentar, a viagem teve como objetivo impedir que a situação do colega fosse instrumentalizada politicamente.
Justificativa para a viagem internacional
Aliados e apoiadores já indicavam que o político havia embarcado para o exterior. A declaração oficial de Jordy nas redes sociais reforçou a tese de proteção política diante do cenário em Brasília.
“Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes”, escreveu Jordy em publicação no X. Contudo, detalhes específicos sobre o roteiro da viagem não foram divulgados pelo parlamentar.
Cancelamento de passaportes e investigações
A saída do país acontece logo após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que exigia a entrega dos passaportes de Flávio até a manhã de terça-feira. Como o prazo não foi cumprido, os documentos comum e diplomático acabaram cancelados.
A ordem judicial faz parte de uma apuração conduzida pela Polícia Federal sobre supostos crimes de lavagem de divisas e evasão fiscal envolvendo o advogado Willer Tomaz. Autoridades da Argentina, que surgiram inicialmente como destino provável, negaram a entrada dele no território argentino.
Repercussão e posicionamento oficial
Antes de deixar o território nacional, Flávio classificou a exigência judicial como indevida em um vídeo publicado na segunda-feira, garantindo que entregaria os papéis e negando planos de fuga. Na mesma ocasião, ele também informou que acionaria a Justiça Eleitoral para pedir a cassação da chapa vencedora da eleição presidencial.
Mesmo com a viagem realizada sem autorização e o descumprimento do prazo para entrega dos documentos, as autoridades reforçam que ele não possui status de foragido, visto que não existe ordem de prisão expedida. O Supremo Tribunal Federal agora analisa se adotará novas providências jurídicas diante do caso.
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