O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, declarou compreender a decisão do parlamentar de deixar o Brasil acompanhado de seus familiares, apesar de relatar não ter recebido nenhum aviso oficial sobre a viagem nem saber o paradeiro exato do colega de partido.
Posição sobre a viagem ao exterior
Durante contato feito por mensagem de texto durante a manhã, o candidato derrotado nas urnas informou apenas que tiraria um período para descanso, sem novos diálogos posteriores. A notícia surpreendeu o grupo político, especialmente após apelos feitos na segunda-feira para que Flávio assumisse o comando da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, baseando-se nos quase 60 milhões de votos conquistados na disputa do segundo turno.
“Até compreendo se ele tiver saído do Brasil com sua família. Disse que compreendo, mas não disse que concordo”, afirmou o senador do PL.
Críticas ao Supremo Tribunal Federal
Além de comentar o deslocamento internacional, Marinho questionou a determinação expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal e impôs a proibição de saída do país.
Suposta falta de nexo em investigações
Para o coordenador político, a sanção aplicada no período posterior ao pleito carrega um perfil de perseguição. O parlamentar argumentou que uma conta vinculada ao advogado Willer Tomaz não pertencia ao senador, apontando que tal fato fragilizaria a investigação em curso. O discurso incluiu ainda referências a compatriotas no exterior e a sentenças consideradas desproporcionais para justificar a leitura sobre a saída do aliado.
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