No nosso país, as denominações políticas “esquerda/direita” não fazem sentido.
Politicamente falando, no nosso país, ser de direita ou ser de esquerda não faz o menor sentido, posto que se trata tão somente de determinadas conveniências. Pelo menos é o que podemos concluir dos posicionamentos dos nossos representantes políticos, estejam onde estiverem instalados, sobretudo quando optam por uma candidatura.
Logo após o regime que prevaleceu entre 1964 e 1985, era bem mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que encontrar um político dizendo-se de direita. Praticamente quase todos se diziam de esquerda; afinal de contas, o regime que havia chegado ao fim era posto, prontamente, na conta da direita.
Presentemente, por estar no exercício do seu 3º mandato e em busca de um 4º, e sendo o presidente Lula um esquerdista, os interessados em retirá-lo do poder dizem-se de direita e ainda o satanizam por ser de esquerda.
A propósito, nada menos que uns cinco candidatos que demonstraram disposição de se confrontar com o presidente Lula se dizem da direita e, ao mesmo tempo, sentam o relho, sem dó e sem piedade, na sua opção esquerdista. Entre tais pré-candidatos, destacaríamos Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Eduardo Leite, todos filiados ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. Em tempo: os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, decidiram cair fora da disputa por entenderem que a direita que está aí tinha um dono — no caso, o ex-presidente Jair Bolsonaro — e, no que dependesse dele, o candidato teria que levar o sobrenome Bolsonaro; ou seja, não bastava apenas ser de direita.
O resistente candidato Ronaldo Caiado, num erro de cálculo e de lógica política, ao invés de disputar o mesmo universo eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro, já que ambos se dizem de direita, continuou perdendo seu tempo visando conquistar os votos dos lulistas.
Fonte: ac24horas.com
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