Por hipótese alguma a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apoiará o seu enteado.
Quando tudo caminhava para a então ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se tornar a herdeira do suposto capital eleitoral do seu marido, Jair Bolsonaro, ela passou a sofrer a mais severa oposição dos seus enteados. Para eles, o parentesco de sangue haveria de prevalecer, sobretudo nos confrontos entre filhos e madrasta.
Como nos países partidariamente desestruturados, a exemplo do nosso, de repente determinadas criaturas surgem como líderes, era exatamente o que estava acontecendo com a própria Michelle Bolsonaro. Enquanto isso, seus próprios enteados passaram a lhe fazer oposição — em princípio, de forma um tanto quanto discreta, mas a posteriori, como se fossem adversários.
Acontece que, na medida em que as coisas iam se passando, cada vez mais o prestígio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ia crescendo, enquanto o dos seus enteados ia diminuindo. Não por acaso o seu nome chegou a ser cogitado para disputar a presidência da nossa República.
Esperta ou inteligentemente, Michelle Bolsonaro autoproclamou-se representante das mulheres e dos evangélicos, dois segmentos eleitoralmente bastante importantes. Sempre que o seu nome aparecia nas pesquisas para a presidência da República, figurava à frente, sobretudo, do refugiado Eduardo Bolsonaro, o mais belicoso deles e, a princípio, o candidato do clã Bolsonaro.
Descartada a possibilidade da candidatura de Eduardo Bolsonaro, já que o mesmo fora julgado e tornado inelegível, lá dos EUA, onde se encontrava, Eduardo passou a apoiar a candidatura do seu mano, Flávio Bolsonaro. Juntamente com o seu cara-metade, Paulo Figueiredo, fazia o possível e o impossível para desprestigiar o nome de sua madrasta.
Como a nossa chamada “direitona”, burramente, havia entregue ao ex-presidente Jair Bolsonaro a prerrogativa de indicar o nome do seu candidato à presidência da República, eis que ele indicou Flávio Bolsonaro. Ao invés de Tarcísio de Freitas, então governador, veio a indicar o nome de Flávio Bolsonaro.
Fonte: ac24horas.com
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