VÍDEO: Com bandeira de Lula, Jesus Dourado é chamado de “baitola” por bolsonarista em Rio Branco
Acre

Apoiador de Lula sofre ataques homofóbicos em Rio Branco

22/10/2026 3 views 2 min de leitura

O influenciador Jesus Dourado registrou um boletim de ocorrência após ser vítima de ataques homofóbicos e ofensas políticas enquanto caminhava com uma bandeira em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Rio Branco, capital do Acre.

Abordagem agressiva gravada em vídeo

O episódio ocorreu na quinta-feira, 22, quando um condutor parou o veículo para proferir xingamentos e questionar o posicionamento político do influenciador. Parte da intimidação foi filmada e compartilhada nas plataformas digitais.

Durante a gravação, o motorista dispara contra o apoiador: “Você é um baitola. Porque está com essa bandeira do pilantra do Lula, desse bandido. Você não tem vergonha na cara”.

Histórico de hostilidades durante o dia

De acordo com o relato do criador de conteúdo, as agressões começaram mais cedo, quando ele saiu de residência para tratar de pendências documentais. Ao transitar pelo trecho situado entre o Terminal Urbano e a Oca, ele já havia sido chamado de “vagabundo” e “marginal”.

Sobre a sequência de hostilidades, a vítima declarou: “Desde cedo eu estou sendo atacado, humilhado e agredido. Subi do terminal para a Oca, e esse senhor me chamou de vagabundo, marginal e baitola. Eu orei, pedi direção à Deus, e quando esse senhor parou no sinal, ele continuou me atacando e eu gravei. E ele mostrou quem ele é”.

Presença de criança durante as ofensas

Um dos pontos destacados no boletim de ocorrência foi a presença de uma menor de idade no banco traseiro do automóvel do agressor. Embora não apareça nas imagens divulgadas, a menina chorava e pedia o encerramento das provocações.

O influenciador pontuou sobre o momento: “Detalhe é que a filha dele, uma criança, estava dentro do carro, sentada e chorando, pedindo para ele parar, e ele continuou. Eu peço que Deus abençoe essa família e aviso que já estou na delegacia para tomar as medidas cabíveis. Sua opinião política não pode de tornar inferior a ninguém e a corrente de ódio não pode vencer”.

Após o ocorrido, o caso foi formalmente encaminhado à autoridade policial para que as providências legais sejam tomadas contra o motorista.

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