SUS e saidinhas de presos colocam Lula e Flávio em lados opostos na Band
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Lula e Flávio batem boca sobre saúde, segurança e trabalho na Band

19/10/2026 5 views 3 min de leitura

O segundo bloco do debate presidencial da TV Band, realizado neste domingo (18), começou com uma discussão sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e avançou para temas como segurança pública, saída temporária de presos e direitos dos trabalhadores. O confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por divergências sobre as propostas apresentadas pelos dois candidatos.

Propostas para a saúde pública geram embate

A discussão sobre saúde começou após a jornalista Adriana Araújo questionar os presidenciáveis sobre as dificuldades enfrentadas pela população para conseguir consultas e exames na rede pública. Flávio Bolsonaro defendeu a adoção de um modelo de atendimento inspirado no Hospital Israelita Albert Einstein, instituição privada de referência em São Paulo. A proposta foi apresentada como uma alternativa para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população pelo SUS.

Lula reagiu à ideia e questionou se a proposta do adversário representaria uma tentativa de privatização do sistema público de saúde. O presidente também associou a discussão à condução da saúde durante o governo de Jair Bolsonaro, especialmente no período da pandemia de Covid-19. O clima ficou tenso durante a discussão, e a mediadora precisou intervir para pedir respeito aos candidatos.

Discussão sobre a saída temporária de presos

Na rodada de confronto direto, Flávio questionou Lula sobre a saída temporária de presos e mencionou casos de vítimas de violência associados a suspeitos que teriam sido beneficiados pela medida. O senador defendeu uma postura mais rigorosa na política penal e cobrou do presidente uma posição sobre a manutenção do benefício.

Lula argumentou que a conduta de alguns presos não deve servir de justificativa para retirar o direito de todos aqueles que cumprem os requisitos legais para a saída temporária.

“Não é porque um saiu e cometeu um erro, que você vai punir milhares de pessoas que conquistaram o direito de sair diante da Justiça brasileira. É justo que saia para ver sua família”, afirmou o presidente.

Flávio rebateu, acusando Lula de dar mais importância aos direitos dos presos do que à proteção das vítimas. A discussão evidenciou a diferença de posicionamento entre os candidatos sobre a política de execução penal.

Escala 6×1 e economia no centro da disputa

A jornada de trabalho voltou à discussão quando Lula questionou Flávio sobre sua posição em relação ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para um de descanso. O senador afirmou que votou a favor do fim da escala por considerar a mudança favorável aos trabalhadores, mas sustentou que defende uma alternativa que considera melhor.

Na sequência, Lula levou o debate para o custo de vida e a valorização salarial. O presidente comparou a inflação dos alimentos durante seu governo com a registrada na gestão anterior e afirmou que o salário mínimo voltou a ter reajustes acima da inflação.

O segundo bloco reuniu, assim, temas que afetam diretamente o cotidiano da população: acesso à saúde, segurança, condições de trabalho e poder de compra. As divergências expostas no confronto deram continuidade à disputa entre os candidatos na reta final da campanha presidencial.

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