Sesacre nega pedido de transferência para São Paulo de procurador suspeito de mandar matar médica no Acre
Acre

Sesacre nega transferência para São Paulo de procurador suspeito de matar médica

07/11/2026 1 views 2 min de leitura

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) negou nesta sexta-feira, 6, ter recebido qualquer pedido para transferir o procurador municipal de Brasiléia, Francisco Valadares Neto, para um hospital em São Paulo. Ele é investigado pela Polícia Civil como o suposto mandante do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, sua ex-companheira.

Esclarecimento oficial e repercussão

Em nota oficial, o órgão estadual de saúde esclareceu que os rumores sobre a remoção médica não procedem. Segundo a pasta, não existe solicitação formal nem processo em andamento para a transferência do paciente por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). A suposta possibilidade gerou revolta entre familiares da vítima, que planejam protestos por justiça e transparência nas apurações.

Internação sob custódia e mandado de prisão

O advogado foi encontrado desacordado em sua residência na cidade de Brasiléia na manhã de terça-feira, 3, logo após o crime. Após atendimento inicial, ele foi levado para Rio Branco sob forte escolta policial e permanece internado na UTI do Pronto-Socorro da capital em estado estável, respirando com ajuda de aparelhos. A Justiça já havia expedido um mandado de prisão contra ele, conforme confirmado pelo delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Bulzolin.

Investigação aponta execução por R$ 40 mil

O caso teve uma reviravolta com a prisão de Lucival Lopes de Souza, conhecido como Pitaca, na zona rural de Epitaciolândia. Em depoimento prestado na sexta-feira, 6, ele confessou ter disparado contra a médica. O delegado Alex Danny informou que o crime teria sido encomendado por R$ 40 mil, sendo R$ 10 mil para o executor — que já teria recebido R$ 2 mil adiantados — e o restante dividido entre intermediários.

A principal linha de investigação conduzida pela polícia é de feminicídio, motivada pelo fato de a vítima ter registrado boletins de ocorrência anteriores e possuir medidas protetivas contra o ex-companheiro. Valadares Neto ainda não foi formalmente ouvido pelas autoridades policiais devido ao seu atual estado de saúde.

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