Servidores da área da saúde do interior acreano paralisaram os serviços não emergenciais na tarde desta terça-feira (3), no município de Brasiléia. A mobilização ocorreu em sinal de luto e repúdio ao assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, morta a tiros na noite anterior.
Homenagem e protesto no Hospital Regional do Alto Acre
O ato público foi realizado nas dependências do Hospital Regional do Alto Acre, reunindo trabalhadores de diversas funções médicas e administrativas. O grupo expressou profunda indignação com a perda precoce da colega e prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
A adesão à paralisação aconteceu de forma voluntária por parte dos servidores. Para assegurar que a população não ficasse desassistida em casos críticos, a equipe manteve em funcionamento exclusivo os setores de atendimento de urgência e emergência durante o período do protesto.
Investigação policial e contexto da violência
Elyne de Assis Nogueira foi baleada na noite de segunda-feira (2) enquanto estava em um estabelecimento comercial na companhia de amigos. Conforme os primeiros levantamentos das autoridades, um indivíduo aproximou-se da vítima, efetuou os disparos de arma de fogo e empreendeu fuga logo em seguida. A dinâmica do crime foi capturada por câmeras de segurança do local.
Um dado relevante levantado durante a apuração inicial aponta que a profissional possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Há indícios de que ela chegou a acionar o botão do pânico poucos minutos antes de ser executada.
Atualmente, a Polícia Civil conduz as investigações tratando o caso como um possível feminicídio, buscando esclarecer todas as circunstâncias, identificar os responsáveis e definir as devidas responsabilidades legais. Diante da repercussão e da gravidade do caso, novas manifestações não estão descartadas pelos profissionais nos próximos dias para exigir rigor na apuração e maior segurança para as mulheres.
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