A governadora Mailza Assis (Progressistas) e o presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Nicolau Júnior, defenderam nesta terça-feira (8) a ampliação de políticas públicas para mulheres, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. As declarações ocorreram durante uma reunião com mães atípicas no conjunto Carandá, em Rio Branco.
Ao lado de Mailza, Nicolau afirmou que pretende apoiar, na Assembleia Legislativa, projetos voltados às mulheres e às crianças. Ele também declarou confiança na permanência da governadora no comando do Estado.
“Para mim é uma satisfação agradecer o convite da Tamires, aqui do lado da nossa governadora, que vai ser a nossa governadora, eu tenho certeza disso, para poder cuidar das nossas mamães, cuidar das nossas mulheres”, destacou.
O deputado disse ainda que pretende continuar atuando no Legislativo em defesa de propostas destinadas ao público feminino e às crianças.
“Então, se Deus quiser também, eu vou estar lá na Assembleia para apoiar todos os projetos importantes que venham cuidar das nossas mulheres e das crianças”, ponderou.
Mailza, por sua vez, afirmou que o governo não pode ignorar as demandas apresentadas por famílias que enfrentam dificuldades. Segundo ela, mesmo quando não há condições de solucionar imediatamente um problema, o poder público deve ouvir e buscar alternativas.
“Aqui para dizer, podem contar com a gente. Eu sei que nem tudo vai chegar, o tempo e a hora. Nunca é possível 100% na primeira vez”, pontuou.
A governadora afirmou que mães atípicas enfrentam dificuldades que exigem acompanhamento contínuo e criticou a postura de gestores que deixam de olhar para problemas que não conseguem resolver.
“Mas você se dispôs, mesmo sabendo que não poderia resolver, mesmo sabendo que você muitas vezes ia ouvir não, muitas vezes você ia voltar para trás sem algo nas mãos, mas você insiste e aí a gente precisa refletir sobre isso”, afirmou.
Mailza disse que as demandas sociais do Estado são superiores à capacidade atual de atendimento e defendeu que governo e sociedade atuem conjuntamente.
“Apesar de tantas demandas do nosso estado precisar tanto de tantas famílias estarem necessitando desse acolhimento, tudo que nós fizemos é pouco. Então nós não podemos cruzar os braços. Nós não podemos fechar os olhos. Nós não podemos dar as costas para a nossa população, para as nossas mamães, para as nossas crianças”, destacou.
Ao abordar especificamente as mães atípicas, a governadora afirmou que nenhuma mulher se prepara para ter um filho que necessite de cuidados durante toda a vida.
“Ninguém pede para nascer com nenhum problema. Nenhuma mãe pede para ter um filho que precise dela pela vida toda. Ninguém se prepara para isso”, afirmou.
Mailza também defendeu que o atendimento às famílias seja acompanhado de investimentos em áreas como saúde, educação, moradia, saneamento e geração de emprego e renda.
“Quando você se preocupa com a pessoa, quando você está preocupada com a Cristine pela situação que ela está vivendo, você vai atrás de resolver, de cuidar da necessidade dela, que pode ser moradia, que pode ser saúde, que pode ser um cuidado psicológico, que pode ser a educação para sua filhinha, que pode ser um trabalho, que pode ser um abraço”, pontuou.
A governadora afirmou que essa atenção deve orientar a atuação dos gestores públicos.
“E quando um governante se volta para esse cuidado, ele vai procurar estruturar o seu bairro, trazer água pro seu bairro, trazer iluminação pro seu bairro, trazer saneamento básico pro seu bairro, transporte para o seu bairro, gerar emprego e renda para você, saúde de qualidade perto de você, educação de qualidade para os seus filhos.”
Ao final, Mailza reafirmou o compromisso com mães atípicas e outros grupos considerados vulneráveis.
“E é esse o meu compromisso. Com as mães atípicas, com as pessoas em situação de vulnerabilidade, com as pessoas em situação de violência, com as pessoas com a saúde fragilizada, com as crianças que estão fora da escola, com a adolescente que está grávida, com as pessoas que estão passando por situações difíceis como a sua ou Cristine, com problemas emocionais diante desse mundo de guerra que nós vivemos”, ressaltou.
A reunião ocorreu em meio à mobilização de mães atípicas por maior atenção do poder público às necessidades de famílias que cuidam de pessoas com deficiência e outras condições que demandam acompanhamento permanente. Durante o encontro, Mailza defendeu uma agenda contínua de diálogo entre quem pode contribuir com as políticas públicas e quem depende delas.
“Não podemos ter apenas uma agenda de vez em quando. As agendas precisam ser revezadas. Vamos fazer uma agenda com quem pode ajudar, com quem tem condições de ajudar. E vamos fazer uma agenda com quem precisa, com quem está precisando ser acolhido”, finalizou.
Fonte: ac24horas.com
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