Mulheres que enfrentam problemas como perda involuntária de urina, dores persistentes na região pélvica e desconforto durante a relação sexual passam a contar com uma nova opção de tratamento na rede estadual de saúde. A Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco, iniciou os atendimentos de fisioterapia pélvica.
O serviço é direcionado a pacientes com disfunções do assoalho pélvico, musculatura responsável por auxiliar na sustentação dos órgãos da região e no controle urinário. Alterações nessa estrutura podem provocar sintomas que comprometem o bem-estar e as atividades cotidianas.
Além da incontinência urinária e da dor pélvica crônica, o tratamento contempla casos de vaginismo, dor durante as relações sexuais e necessidades de reabilitação após determinadas cirurgias ginecológicas ou urológicas.
Nesta primeira etapa, oito mulheres estão previstas para receber atendimento. A iniciativa amplia as modalidades de reabilitação oferecidas pela fundação, que já disponibilizava fisioterapia nas áreas traumato-ortopédica, neurológica e respiratória, além da Reeducação Postural Global (RPG).
Como ter acesso ao serviço
O atendimento não é realizado por demanda espontânea. Para conseguir uma avaliação, a paciente deve passar primeiro pelo Ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da Fundhacre.
Após a indicação médica, a solicitação precisa ser formalizada no setor de regulação da unidade. A equipe de fisioterapia entrará em contato posteriormente para agendar a avaliação.
A oferta do serviço também busca ampliar a assistência a mulheres que convivem com alterações do assoalho pélvico e, por vezes, deixam de procurar ajuda por acreditar que os sintomas sejam consequências naturais do envelhecimento, da gestação ou do parto.
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