Flávio vota pelo fim da escala 6×1, mas não participa de debates sobre a PEC
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Senador Flávio Bolsonaro vota pela PEC do fim da escala 6×1 no Senado

15/10/2026 62 views 3 min de leitura

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou a favor da proposta de emenda à Constituição que encerra a jornada de trabalho na escala 6×1. A medida foi aprovada nesta quarta-feira (14) pelo Senado após ampla articulação no Congresso.

Ausência em debates e aprovação expressiva

Apesar de registrar o voto favorável, o parlamentar não marcou presença em nenhuma das cinco sessões dedicadas à discussão do texto e compareceu exclusivamente ao momento da votação. Os debates aconteceram em formato semipresencial, modalidade que permitia a participação remota dos senadores.

A proposta avançou no primeiro turno com 75 votos favoráveis e apenas um voto contrário, registrado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Em seguida, o plenário também concluiu a votação em segundo turno.

Mudança de postura antes do segundo turno

A adesão do candidato ocorreu na reta final da disputa presidencial, sucedendo meses de oposição à medida promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até a semana anterior, o senador questionava os impactos da redução da carga horária sobre o mercado de trabalho e os encargos das empresas.

Na terça-feira (13), após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que cumpre prisão domiciliar em decorrência de condenação por tentativa de golpe de Estado —, Flávio comunicou que daria seu aval à pauta.

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6×1, então vou votar a favor”, afirmou o senador.

Planos do partido para 2027 e críticas da oposição

Apesar da aprovação da PEC, que fixa o limite de 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado sem redução salarial, o grupo político do candidato já articula alternativas. O texto alternativo, sugerido pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propõe contratos proporcionais às horas trabalhadas e flexibilidade na distribuição da jornada, podendo incluir corte salarial proporcional.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou a intenção de aprovar a proposta de Marinho em 2027 caso Flávio vença o pleito presidencial. A estratégia gerou reações negativas de parlamentares como a deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

“A campanha do Flávio Bolsonaro subiu nas tamancas e acredita que já está eleito. E eles acreditam que, sendo eleito, eles poderão, com a maioria que conseguiram construir tanto na Câmara quanto no Senado, revogar qualquer decisão que seja aprovada agora”, afirmou a deputada.

Com o encerramento da votação em dois turnos, a PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A aplicação ocorrerá de forma gradual, iniciando com a redução para 42 horas semanais até atingir o teto definitivo de 40 horas ao longo de um período de 14 meses.

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