Bittar critica “terrorismo eleitoral” feito pela esquerda, questiona prorrogação da votação e diz que não pode fingir que nada aconteceu
O senador Marcio Bittar (PL/AC) publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (26) em que comentou a reeleição do presidente Lula (PT), questionou a prorrogação da votação em algumas seções eleitorais no segundo turno e criticou a estratégia de campanha da esquerda. Apesar das ressalvas, o parlamentar afirmou que não acusaria o processo eleitoral de fraude sem apresentar provas.
Bittar iniciou a manifestação com uma referência bíblica à escolha de Barrabás pela multidão, em contraste com Jesus Cristo. “Há dois mil anos, diante de uma escolha, uma multidão preferiu libertar Barrabás. Dois mil anos se passaram e algumas escolhas continuam cobrando um preço muito alto”, declarou.
Ao abordar o resultado da eleição presidencial, o senador afirmou que não pretende alegar a ocorrência de um golpe sem apresentar evidências, mas defendeu questionamentos sobre o processo eleitoral. “Eu não vou estar aqui dizendo que houve golpe sem apresentar provas, não vou inventar aquilo que eu não posso provar, mas também não posso fingir que nada aconteceu”, disse.
O parlamentar citou a decisão que prorrogou por duas horas a votação em seções que ainda estavam abertas e comparou a votação de Lula no primeiro turno com o resultado do segundo. Segundo ele, o presidente passou de aproximadamente 53 milhões para 64 milhões de votos.
“Isso por si só prova fraude? Não. Mas diante de uma eleição tão extraordinária, perguntar, fiscalizar, exigir absoluta transparência não deveria ser tratado como um crime”, afirmou.
Na sequência, Bittar comentou o cenário econômico após a eleição e mencionou supostas reações negativas do mercado financeiro. “A Bolsa despencou interrompendo as negociações, o dólar disparou, os juros subiram, o mercado reagiu com enorme preocupação sobre o futuro da economia brasileira”, declarou.
O senador também direcionou críticas à atuação política da esquerda, que classificou como organizada, e afirmou que a campanha teria explorado o medo dos eleitores em relação à manutenção de programas sociais e direitos.
“Foi uma campanha tentando convencer o brasileiro de que programas sociais estavam ameaçados, de que direitos seriam perdidos. Se Flávio Bolsonaro vencesse, uma série de tragédias aconteceriam. Acusações, narrativas e previsões catastróficas foram repetidas até o último momento. É o velho terrorismo eleitoral”, disse.
Bittar argumentou que a disputa política precisa ir além das eleições e defendeu maior organização dos grupos que compartilham suas posições ideológicas. “Não adianta aparecer apenas durante as eleições. Temos que estudar mais, fiscalizar, participar, organizar. Tem que disputar ideias e, acima de tudo, tem que permanecer dentro da lei e exigir que as instituições também permaneçam”, afirmou.
Ao comentar os resultados no Acre, Bittar elogiou o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. O senador afirmou que o candidato recebeu quase 70% dos votos acreanos no segundo turno e parabenizou os eleitores.
“Mas existe um lugar que não entrou nesse pacote. Meu querido Estado do Acre. No Acre, Flávio Bolsonaro recebeu quase 70% dos votos. E eu quero aqui deixar os meus parabéns ao povo acreano. O povo que ouviu os dois lados e fez de novo a sua escolha”, declarou.
No encerramento do vídeo, o parlamentar afirmou que não tinha uma mensagem de esperança a oferecer diante do resultado eleitoral, mas defendeu a continuidade da atuação política da oposição.
“Hoje eu não tenho uma mensagem fácil de esperança para entregar. Tenho, sim, uma mensagem de responsabilidade. Porque uma eleição se perde num domingo. Mas um país se perde quando milhões de pessoas desistem dele na segunda-feira”, afirmou.
Bittar concluiu dizendo que continuará defendendo a liberdade e o direito de questionar e fiscalizar. “Enquanto tiver voz, continuarei defendendo a liberdade, a responsabilidade e o direito de cada brasileiro de questionar, fiscalizar e lutar pelo futuro do nosso país”, finalizou.
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