A 16 dias do primeiro turno das eleições, o programa Boa Conversa, desta sexta-feira (18), abordou os principais movimentos da disputa eleitoral no Acre, com destaque para as articulações das campanhas, conflitos entre antigos aliados, decisões da Justiça Eleitoral e a movimentação dos partidos na reta final.

“Os acertos, os apoiadores, vereadores, prefeitos e federais, e agora é que vai entrar em campo. Tem candidato reclamando que não tem dinheiro, ele entrou sabendo que seria isso”, afirmou Astério Moreira.
“Há um volume muito grande dos candidatos ao governo, já um volume ínfimo dos candidatos ao Senado. Você não vê dos senadores. A Mailza está completamente disparada no cenário visual, Alan teve uma recuada, o Bocalom sumiu. Falo em volume visual de campanha. Se os proporcionais começam a perceber que o seu majoritário não vai pra frente, ele pula do barco”, pontuou Crica.
“Lá no PSDB, o João Marcos Luz [disse] que os candidatos à federais teriam um milhão para fazer a campanha. Se o cara entrou com essa informação, e nós vemos que cada um recebeu R$ 100 mil, aí eles entraram com uma promessa de dinheiro. E a maior verba de campanha é a da esposa de Bocalom, Kelen Bocalom, que é R$ 400 mil, e o restante do povo está chupando dedo”, pontuou Marcos Venicios.

Um dos assuntos foi a declaração de Linda Cameli, mãe do ex-governador Gladson Cameli, que criticou antigos aliados do filho e os classificou como “covardes e mal agradecidos”. A fala ocorre em meio ao cenário político envolvendo Gladson Cameli (Progressistas), que teve a candidatura ao Senado indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), mas ainda pode recorrer da decisão.
A situação de Gladson Cameli também foi analisada. O programa destacou que a decisão do TRE-AC não encerra imediatamente a candidatura do ex-governador, uma vez que ainda existem possibilidades de recurso e a situação permanece submetida à Justiça Eleitoral.

“Quem são as pessoas que o Gladson ajudou, mas que estão contra ele? O Romildo me disse uma vez: ‘Ano passado eu era governador, não cabia de gente. E agora que eu não sou mais governador, só vieram os meus filhos’”, pontuou Astério Moreira.
“Quando você deixa o poder, você perde os amigos do poder. O Gladson reclama disso. O Romildo falava disso e aí, ‘depois que eu saí, ninguém mais deu bola’”, afirmou Crica.
Outro tema foi a situação de Marcus Alexandre dentro do MDB. O ex-prefeito de Rio Branco, que disputa uma vaga de deputado estadual, ficou fora da distribuição de recursos do fundo eleitoral feita pelo partido. “Ele me disse que está zerado, mas o Marcus Alexandre fez uma parceria com o Bittar e o Bittar está apoiando, ele não fechou com essa turma pelos belos olhos”, afirmou
“O Marcos tem um recall eleitoral, ele teria um voto fácil, mas um voto fácil sem dinheiro é complicado.
O grande debate promovido pelo ac24horas também esteve entre os assuntos abordados. O encontro reuniu os candidatos ao governo do Acre e colocou os principais nomes da disputa frente a frente na reta final da campanha, em um momento de intensificação dos confrontos e da exposição das propostas.

Na disputa pelo Senado, o programa também tratou da estratégia de Marcio Bittar, que passou a colocar de forma mais evidente a aliança com o grupo político ligado aos Bolsonaro no centro de sua campanha. A conexão com lideranças nacionais é utilizada como parte da estratégia eleitoral do candidato do PL.
“A base do Bittar é muito clara: são os bolsonaristas. O Bolsonaro pai é muito forte, o eleitor escolheu e, para ele, estar defendendo o Bolsonaro está dando voto. O Bolsonaro elegeu muitos senadores em 2018 e 2022. E todo mundo sabe dessa cruzada com o STF”, pontuou Astério.
“A votação do Acre é pífia e ínfima e não tem peso, por isso que Flávio não vem e prefere ficar nos grandes centros”, pontuou Crica.
Outro ponto analisado foi a diferença entre o discurso das campanhas e o cenário encontrado nas ruas. O programa discutiu o otimismo demonstrado pelos candidatos e seus grupos políticos, diante de uma eleição que entra nas últimas semanas com intensa movimentação e disputa pela consolidação dos votos.
A campanha de Alan Rick também foi analisada a partir da atuação de seu vice, Ricardo Leite. A presença do candidato a vice-governador nas atividades de campanha ganhou espaço nas últimas semanas, com participação mais frequente nos atos e agendas da chapa republicana.
O programa também abordou o peso da estrutura partidária na campanha de Mailza Assis. Além da máquina do governo, a candidata do Progressistas conta com uma ampla aliança partidária e com a atuação de candidatos proporcionais e lideranças que integram sua base política.

“Quem está fazendo a campanha em Cruzeiro do Sul? A Jéssica, o Clodoaldo, Antônia Sales e Nicolau. Essa máquina partidária é muito forte. Ela tem todos os prefeitos do Juruá, menos o Zequinha. Isso é o que faz a diferença para a pessoa ganhar. Por isso que a Jéssica perdeu em 2024, Leila em Brasileia, Marcos em Rio Branco. A máquina partidária faz muita diferença. O Alan é um nome forte, tem propostas excelentes, ele está com um volume para trabalhar. Agora, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra”, pontuou Astério Moreira.
“O Alan cometeu um erro primário. Ele seria o candidato no lugar da Mailza, mas ele foi brigar com o Fábio Rueda pela presidência do diretório de Manoel Urbano. Só que ele brigou automaticamente com o Antônio Rueda e perdeu a oportunidade de estar aí. Ele achava que, por estar disparado nas pesquisas, só que ele se esqueceu de que só tinha ele no páreo. Com a entrada dos outros, ele não teve a estrutura partidária para manter, mas a Mailza juntou todo mundo e está conseguindo crescer. No atual cenário, quem tem a maior estrutura partidária é a Mailza”, pontuou Crica.
Fonte: ac24horas.com
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