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Ginecologista destaca importância do diagnóstico precoce do climatério e explica avanços na saúde íntima feminina

13/07/2026 3 views 4 min de leitura

A ginecologista Dra. Thaysa Vilela foi a entrevistada do programa Médico 24 Horas, apresentado pelo Dr. Fabrício Lemos e exibido nesta segunda-feira (13) na capa do ac24horas.com e nas redes sociais oficiais do jornal. Durante a entrevista, a especialista abordou as principais mudanças hormonais que acompanham o envelhecimento feminino, esclareceu dúvidas sobre climatério e menopausa e explicou como a medicina tem evoluído no tratamento dos sintomas que afetam a qualidade de vida das mulheres, incluindo reposição hormonal, ginecologia regenerativa e cuidados com a saúde íntima.

Segundo a médica, um dos maiores desafios enfrentados atualmente é o diagnóstico precoce do climatério. Ela explicou que muitas mulheres acreditam estar na menopausa ao apresentar alterações menstruais, quando, na realidade, ainda vivem a fase de transição hormonal, conhecida como perimenopausa ou climatério.

“O climatério costuma começar entre os 40 e 45 anos, podendo surgir até antes, por volta dos 35 anos. Já a menopausa só é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação”, explicou.

Foto: Iago Nascimento/ac24horas

Thaysa ressaltou que os primeiros sintomas geralmente aparecem muitos anos antes da menopausa propriamente dita e vão além das conhecidas ondas de calor. “O que mais incomoda nessa fase não são os fogachos. As mulheres costumam relatar irritabilidade, ansiedade, insônia, perda de energia e a sensação de que não se reconhecem mais”, afirmou. Segundo ela, muitas pacientes procuram inicialmente atendimento psiquiátrico por acreditarem estar desenvolvendo ansiedade ou depressão, quando, na verdade, parte dos sintomas está relacionada à queda hormonal.

A ginecologista explicou que a redução da progesterona é uma das primeiras alterações hormonais do climatério e está diretamente associada às mudanças no humor e na qualidade do sono. Posteriormente, a diminuição dos níveis de estradiol provoca outras repercussões importantes no organismo.

Entre elas estão perda de massa muscular, redução da libido, flacidez da pele, aumento da gordura abdominal, osteopenia, osteoporose e alterações na saúde íntima.

“O estradiol atua em praticamente todo o organismo. Quando seus níveis diminuem, não há impacto apenas na região genital, mas também nos ossos, músculos, pele e mucosas”, explicou.

Foto: Iago Nascimento/ac24horas

A médica destacou ainda que o ressecamento genital é uma das principais causas de dor durante as relações sexuais após a menopausa.

Segundo ela, a deficiência hormonal pode provocar atrofia dos tecidos, fissuras e desconforto, comprometendo a qualidade de vida e a vida sexual da mulher.

Durante a entrevista, Thaysa reforçou que a prática de atividade física, especialmente musculação, deve fazer parte da rotina das mulheres a partir dos 40 anos. “Depois dos 40 anos, musculação deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma necessidade. A preservação da massa muscular é fundamental para prevenir osteoporose, manter a autonomia e garantir qualidade de vida durante o envelhecimento”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a evolução da terapia de reposição hormonal. Segundo a ginecologista, o tratamento atual é individualizado e baseado na avaliação clínica e laboratorial de cada paciente.

Ela lembrou que, durante décadas, muitas mulheres deixaram de receber reposição hormonal por receio dos riscos apontados em estudos antigos. No entanto, segundo a especialista, a medicina evoluiu significativamente, com protocolos mais seguros e personalizados. “Hoje a reposição hormonal é indicada de forma individualizada, após avaliação criteriosa, utilizando hormônios compatíveis com a necessidade de cada mulher”, explicou.

A entrevista também abordou os avanços da ginecologia regenerativa, área que reúne procedimentos voltados à recuperação funcional da região íntima feminina.

Foto: Iago Nascimento/ac24horas

Entre as opções apresentadas pela médica estão laser íntimo, bioestimuladores de colágeno, preenchimento com ácido hialurônico e tecnologias para fortalecimento do assoalho pélvico. Segundo Thaysa, essas abordagens podem beneficiar mulheres com flacidez, ressecamento, incontinência urinária leve e perda da sustentação dos tecidos decorrentes do envelhecimento.

A especialista também explicou que pacientes com vaginismo, condição caracterizada pela contração involuntária da musculatura pélvica durante a tentativa de penetração, podem se beneficiar de tratamentos como fisioterapia pélvica e, em casos específicos, aplicação de toxina botulínica para auxiliar no relaxamento muscular.

Ao final da entrevista, Thaysa Vilela destacou que o envelhecimento feminino não deve ser encarado como sinônimo de perda da qualidade de vida. Para ela, informação, acompanhamento ginecológico regular e diagnóstico precoce permitem que a mulher atravesse o climatério e a menopausa com mais conforto, saúde e bem-estar, utilizando tratamentos seguros e individualizados quando houver indicação médica.

Fonte: ac24horas.com

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