Desembargador Júnior Alberto é eleito presidente do Tribunal de Justiça do Acre para o biênio 2027-2029
Acre

Júnior Alberto é eleito presidente do Tribunal de Justiça do Acre

14/10/2026 12 views 4 min de leitura

O desembargador Júnior Alberto foi escolhido por aclamação para comandar o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) durante o biênio 2027-2029. A votação ocorreu na manhã de quarta-feira, 14, durante a 13ª Sessão Extraordinária do Pleno Administrativo, realizada nas dependências do histórico Palácio da Justiça, localizado em Rio Branco.

Nova cúpula diretiva e transição no comando

A nova gestão assumirá formalmente as atividades a partir de fevereiro de 2027. Além da escolha de Júnior Alberto para a presidência, a composição diretiva contará com a desembargadora Waldirene Cordeiro na vice-presidência e a desembargadora Regina Ferrari como a nova corregedora-geral da Justiça.

Atualmente, a Corte acreana é liderada pelo desembargador Laudivon Nogueira, tendo Regina Ferrari como vice-presidente e Nonato Maia na função de corregedor-geral. A condução do pleito administrativo ficou a cargo do próprio Laudivon Nogueira, que atuou como relator do processo e destacou a união dos magistrados durante o processo.

“Foi uma eleição muito tranquila, o que revela a maturidade institucional dos membros da Corte. Nós temos certeza de que todos os escolhidos representarão muito bem o Tribunal de Justiça e o Poder Judiciário a partir do ano que vem. Já desejando sucesso e pleno êxito ao desembargador Júnior Alberto, que será o nosso timoneiro a partir de 2027”, afirmou o atual presidente.

Foco em inovação e eficiência administrativa

Logo após ter seu nome confirmado para o cargo máximo do Judiciário estadual, Júnior Alberto destacou que sua gestão buscará aprimorar os serviços oferecidos à sociedade e garantir o uso responsável dos recursos públicos.

“Vamos pensar em inovação e metodologias. Pensar na aplicação dos nossos recursos de forma sensata, para que o Tribunal continue com sua autonomia. Preparar a instituição para os demais que virão. Na minha gestão, a Presidência será uma extensão dos gabinetes. Quero estar irmanado com todos os desembargadores. Fazer com que o nosso Poder Judiciário seja cada vez mais destaque no cenário nacional”, declarou.

Definição de outras funções e órgãos fracionários

Novas responsabilidades na administração

A mesma sessão serviu para reorganizar outras funções estratégicas do Judiciário acreano. O atual presidente, Laudivon Nogueira, passará a comandar a Escola do Poder Judiciário, sucedendo o desembargador Luís Camolez. Por sua vez, Nonato Maia assumirá a Coordenação dos Juizados Especiais, posto que atualmente é ocupado por Júnior Alberto.

Também foram definidos os nomes para a presidência dos órgãos fracionários da Corte: o desembargador Samoel Evangelista liderará a Câmara Criminal; Roberto Barros ficará à frente da Primeira Câmara Cível; e Nonato Maia assumirá a Segunda Câmara Cível.

Retorno histórico ao Palácio da Justiça

O pleito teve um significado especial por marcar a volta da escolha da presidência ao Palácio da Justiça após um intervalo superior a duas décadas. A última votação realizada no prédio havia acontecido em outubro de 2000, quando o desembargador Arquilau Melo foi eleito. O retorno pontual ocorreu devido às obras de revitalização em andamento no edifício-sede tradicional do Tribunal.

Trajetória profissional do novo presidente

Natural do município de Brasiléia, Júnior Alberto graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e possui especialização em MBA em Poder Judiciário. Antes de ingressar na magistratura, trabalhou como auxiliar judiciário no Tribunal Regional Eleitoral do Acre e atuou como técnico processual na Procuradoria da República no estado.

Sua carreira como magistrado teve início em 1995, após conquistar o terceiro lugar no concurso público para juiz de Direito substituto, sendo lotado inicialmente na Comarca de Sena Madureira. Ao longo dos anos, esteve à frente de unidades judiciais importantes, como a Vara de Execuções Penais de Rio Branco, a 2ª Vara Cível de Cruzeiro do Sul e a 3ª Vara de Família da capital.

Promovido a desembargador em 23 de maio de 2014 pelo critério de merecimento, acumulou diversas funções administrativas na instituição, incluindo a presidência da Segunda Câmara Cível, o cargo de corregedor-geral da Justiça, a vice-direção da Escola do Poder Judiciário e a ouvidoria-geral do TJAC.

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