O Cruzeiro escreveu seu nome na história do futebol sul-americano ao levantar a taça da Copa Libertadores feminina. Em um duelo emocionante realizado no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, o clube mineiro superou o Corinthians nas penalidades por 5 a 4, depois de um empate espetacular por 4 a 4 no tempo regulamentar.
Premiação milionária e fim da hegemonia
Com a conquista inédita obtida logo em sua primeira participação no torneio continental, o time celeste interrompeu a sequência dominante do adversário paulista, que havia levantado o troféu em 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. Pelo título, a Conmebol pagará aos cofres cruzeirenses a quantia de US$ 2 milhões, o equivalente a cerca de R$ 10 milhões, enquanto as vice-campeãs faturam US$ 600 mil.
Histórico do confronto e virada épica
Antes deste sábado (31), as equipes haviam se enfrentado em 16 ocasiões desde o primeiro duelo, em 7 de setembro de 2020, com ampla vantagem paulista de 12 vitórias contra apenas duas do Cruzeiro, além de dois empates. A decisão começou desfavorável para as mineiras, que viram o Corinthians abrir uma vantagem de 3 a 0 com gols de Gabi Zanotti e Vic Albuquerque.
Reação e decisão nos pênaltis
A incrível reação celeste começou com Byanca Brasil e Vitória Calhau. O Corinthians ainda marcou o quarto com Vic Albuquerque, mas Ketlin e Letícia Ferreira buscaram o 4 a 4 no fim. Nas penalidades, a arqueira Camila defendeu a cobrança de Gi Fernandes, garantiu o triunfo por 5 a 4 e assegurou a taça inédita para Belo Horizonte.
Os tentos do tempo normal foram anotados por Gabi Zanotti (duas vezes) e Vic Albuquerque (duas vezes) para o lado alvinegro, enquanto Byanca Brasil, Vitória Calhau, Ketlin e Letícia Ferreira balançaram as redes para coroar a arrancada histórica do Cruzeiro no Equador.
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