O ex-prefeito de Rio Branco, presidente estadual do PSDB e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, afirmou nesta quarta-feira (22) que não está preocupado com a definição do candidato a vice em sua chapa para as eleições de 2026. Durante entrevista concedida antes do evento “Mulheres que Transformam”, promovido pelo PSDB Mulher, ele também comentou a relação com o senador Marcio Bittar (União Brasil), reafirmou o apoio ao parlamentar e ao senador Gladson Cameli (PP) na disputa pelo Senado, voltou a se apresentar como o “único bolsonarista” entre os pré-candidatos ao governo e demonstrou confiança na vitória nas eleições do próximo ano.
“Nunca me preocupei com essa história de vice”
Questionado sobre as especulações de que estaria enfrentando dificuldades para encontrar um nome para compor sua chapa, Bocalom minimizou o assunto e disse que essa definição acontecerá naturalmente mais à frente. “Nunca me preocupei com essa história de vice, nunca. Vou deixar correr o tempo, porque é na reta final que essas coisas se ajustam.”
O tucano afirmou que não tem dúvidas de que encontrará um nome capaz de fortalecer sua candidatura e revelou o perfil que procura. “Eu quero um vice parecido com o Alysson, que foi um vice que me ajudou muito e agora está me honrando. É isso que eu quero: um vice que entenda o lugar dele como vice.”
Sobre as características desejadas, Bocalom disse que ainda não existe uma definição. “Nada disso foi tratado. Evidentemente que, se puder ter uma mulher, é sempre bom, mas tem a questão do perfil evangélico, do agro, tem uma série de perfis. Ninguém vai conseguir um perfeito.”

Relação com Marcio Bittar
Outro tema abordado foi a relação com o senador Marcio Bittar, que recentemente se afastou da chapa governista.
Bocalom afirmou que os dois têm conversado pouco desde então, mas garantiu que a amizade permanece. “O Marcio ficou mais recuado, mais recluso um pouco. Tenho acompanhado as notícias pelos jornais.”
Apesar do momento de indefinição política vivido pelo senador, o pré-candidato sinalizou que pretende permanecer ao seu lado. “O Marcio é meu amigo, gosto dele, e dificilmente eu não vou acompanhá-lo.”
Ele também reafirmou que continua apoiando a pré-candidatura de Marcio Bittar e do senador Gladson Cameli ao Senado. “Continua sem nenhum problema. Se houver qualquer rompimento, será em função de algum posicionamento que ele venha a tomar. A melhor coisa do mundo é aguardar. Eu não gosto de fazer confusão.”
Pré-campanha em ritmo intenso
Bocalom afirmou que a pré-campanha segue em ritmo acelerado e disse estar satisfeito com a receptividade encontrada durante as viagens pelo interior do Estado. “Eu só tenho que agradecer o carinho das pessoas. Onde eu ando, no Juruá, no Alto Acre ou em Rio Branco, sou muito bem recebido.”
Segundo ele, já foram visitados 16 municípios, onde tem sido distribuído um jornal com um balanço de sua gestão à frente da Prefeitura de Rio Branco e a apresentação de sua pré-candidatura. “Esse jornal mostra o trabalho que nós fizemos em Rio Branco, as obras, o que realizamos. Graças a Deus está sendo muito bem recebido.”
Bocalom voltou a afirmar que deixou o comando da Prefeitura com um objetivo bem definido. “Eu não deixei a Prefeitura de Rio Branco para ser guarda-chuva de ninguém. Deixei para ser candidato, ganhar a eleição e virar governador do Estado.”
“O único bolsonarista”
Ao comentar a disputa pelo eleitorado de direita, Bocalom afirmou que possui uma ligação histórica com o ex-presidente Jair Bolsonaro e fez uma comparação com os demais pré-candidatos ao governo. “Ele sabe muito bem que o único bolsonarista nesse conjunto todo é o Bocalom.”
Na sequência, desafiou os adversários.
“Olhem as redes sociais do Bocalom e dos outros candidatos. Quem é bolsonarista para valer até agora? Todo mundo está vendo.”
Segundo ele, sua identificação com a direita é anterior ao atual cenário político nacional.
“Sou bolsonarista desde 2017. Não apareci de última hora para dizer que sou de direita. Sou de direita desde a época da Arena e do PDS.”
Apoio a Flávio Bolsonaro
Bocalom também afirmou que, ao ingressar no PSDB, deixou claro à direção nacional da legenda que manteria apoio ao grupo político de Jair Bolsonaro.
Segundo ele, esse compromisso foi comunicado ao presidente nacional do partido, Aécio Neves. “Quando fui para o PSDB, já avisei o presidente Aécio Neves.”
Ao ser questionado sobre a eleição presidencial, declarou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro. “O presidente que vou defender em todo momento, venho defendendo e vou continuar defendendo chama-se Flávio Bolsonaro, porque eu acredito nele.”

Convicção de vitória
Ao encerrar a entrevista, Bocalom voltou a afirmar que acredita na vitória em 2026.
“Eu não paro de andar. Passamos quatro dias viajando pelos municípios, fazendo reuniões e visitando muita gente.”
Em seguida, resumiu o sentimento em relação à disputa eleitoral. “Estou sentindo que vamos ganhar essa eleição. Eu deixei a Prefeitura de Rio Branco para ser candidato, ganhar a eleição e governar este Estado. Se Deus quiser, vou me transformar no melhor governador que apareceu neste Estado.”
Fonte: ac24horas.com
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