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Atraso no pagamento de R$ 1,7 milhão ameaça atendimento de mais de 200 pacientes renais no Acre

11/07/2026 3 views 3 min de leitura

Mais de 200 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que dependem de hemodiálise no Hospital do Rim, em Rio Branco, podem ter o tratamento comprometido devido ao atraso de R$ 1,7 milhão nos repasses pelos serviços de nefrologia prestados ao Estado. Sem receber os valores referentes à competência de maio, a unidade afirma que já suspendeu o recebimento de novos pacientes e alerta que poderá reduzir o tempo e até a frequência das sessões de diálise caso a situação não seja regularizada.

Ao ac24horas, o diretor da unidade, o nefrologista Ricardo Sena, afirmou que o atraso comprometeu o fluxo de caixa da clínica e já dificulta a compra de materiais indispensáveis para a continuidade dos atendimentos.

“Nossa maior preocupação hoje é o fornecimento de insumos. Já estamos devendo fornecedores e isso coloca em risco a continuidade do tratamento. Atendemos mais de 200 pacientes do SUS que dependem da hemodiálise para sobreviver”, disse.

Segundo o médico, o pagamento referente ao mês de abril foi efetuado recentemente, mas a competência de maio permanece em aberto. O débito atual ultrapassa R$ 1,7 milhão e poderá chegar a R$ 3,4 milhões caso o próximo repasse também não seja realizado.

Como medida para preservar o estoque de materiais, a clínica deixou de aceitar novos pacientes encaminhados ao serviço.

“Já comunicamos que, momentaneamente, não temos condições de receber novos pacientes. Também vamos deixar de realizar sessões extras e, se o problema persistir, poderemos ter que reduzir o tempo e até a quantidade de sessões de diálise para fazer os insumos renderem. Não existe de onde buscar esse material, porque todas as clínicas trabalham no limite”, explicou.

Ricardo ressaltou que os insumos utilizados na hemodiálise são altamente específicos e que uma eventual falta pode comprometer diretamente a assistência aos pacientes renais crônicos.

Embora o contrato da clínica seja firmado com a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), o médico afirma que a instituição atribui o atraso à ausência de repasses da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

“Fica um jogo de empurra. O contrato é com a Fundhacre, mas a alegação é de que a Sesacre ainda não fez o repasse. Enquanto isso, quem está prestando o serviço continua sem receber”, afirmou.

Fundhacre diz que pagamento será realizado

Em nota enviada à reportagem, a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) informou que o pagamento referente à competência em atraso já teve a liberação financeira autorizada e será processado nesta sexta-feira (10). Segundo a instituição, a compensação bancária deve ocorrer até a próxima segunda-feira (13), respeitando os prazos operacionais do sistema financeiro.

A fundação também afirmou que a tramitação administrativa do pagamento não compromete a prestação dos serviços assistenciais, garantindo que o atendimento aos pacientes permanece integralmente assegurado, sem interrupção dos procedimentos.

Por fim, a Fundhacre reafirmou o compromisso com a regularidade dos pagamentos, o cumprimento das obrigações contratuais firmadas com as empresas prestadoras de serviços e a manutenção da assistência de qualidade à população acreana.

Fonte: ac24horas.com

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