O saldo comercial do Acre atingiu US$ 95,7 milhões nos primeiros nove meses deste ano, superando o montante registrado em todo o período de 2025, quando o estado fechou com US$ 93,6 milhões. Os dados foram obtidos por meio do Boletim de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e tornados públicos pelo governo estadual em uma terça-feira (3).
Recorde na série histórica e projeções futuras
O volume acumulado até o mês de setembro representa o maior patamar já registrado na série histórica acreana. De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Márcio Valter Agiolfi, a expectativa é de que o estado encerre o ano de 2026 com um saldo aproximado de US$ 130 milhões.
Principais parceiros internacionais
As negociações externas do estado têm como principais destinos o Peru e a Turquia. O mercado peruano absorve 29,6% de tudo o que é exportado pelo Acre, enquanto a Turquia detém 21,8% de participação. Logo atrás, os Emirados Árabes Unidos ocupam a terceira posição com 8%.
Outros destinos relevantes
O ranking de compradores conta ainda com o México, responsável por 5,5% das aquisições, seguido por Hong Kong com 4,1%. As Filipinas aparecem com 3,1%, o Uruguai com 3% e a China com 2,9% do total comercializado.
Destaque para o setor pecuário e agrícola
No tocante à pauta de produtos vendidos ao exterior, a carne bovina fresca lidera com folga, respondendo por 35,3% do total. Em seguida aparecem as frutas e nozes não oleaginosas, sejam frescas ou secas, com 24,6%, e a soja, que representa 18,7% das vendas.
Para o titular da Seict, a alta performance está diretamente ligada ao desempenho do campo. “Esse resultado reflete principalmente a força da carne bovina, que responde por cerca de 30% das nossas exportações. O Peru é hoje o principal parceiro comercial do Acre, seguido pela Turquia”, afirmou.
Panorama das importações
Enquanto as vendas externas dispararam, as importações totalizaram US$ 5,2 milhões entre janeiro e setembro. Desse montante, os artigos de vestuário confeccionados em tecidos têxteis e malhas equivalem a 41,3% das compras feitas no exterior, ao passo que armas e munições respondem por 14,6%.
A gestão estadual avalia que a consolidação de parcerias estratégicas, com destaque para a relação comercial com o Peru, impulsionou o avanço do comércio exterior, tornando-o um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico da região.
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