O Acre registrou a abertura de apenas 235 postos de trabalho com carteira assinada em setembro de 2026, apresentando o menor saldo positivo de geração de empregos entre as unidades da Federação. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4).
O resultado coloca o estado na última posição nacional em número de vagas formais criadas no mês, considerando os saldos positivos. O indicador representa a diferença entre as admissões e os desligamentos registrados pelas empresas.
Segundo os dados divulgados pela Agência Brasil, o Acre ficou atrás de Goiás, que criou 307 empregos formais, e do Maranhão, com 654 novas vagas. Os três estados apresentaram os menores saldos positivos de setembro.
Apesar do desempenho tímido, o Acre encerrou o período com mais contratações do que demissões. No cenário nacional, 26 das 27 unidades da Federação apresentaram resultados positivos. A única exceção foi o Rio Grande do Sul, que registrou saldo negativo de aproximadamente 2,9 mil empregos.
Acre fica entre os últimos do país
O desempenho acreano contrasta com os resultados de outros estados brasileiros que apresentaram crescimento mais expressivo na geração de empregos.
São Paulo liderou o ranking nacional, com aproximadamente 19,3 mil postos de trabalho criados em setembro. Pernambuco apareceu na sequência, com 13,3 mil vagas, seguido por Alagoas, que registrou 11,1 mil novos empregos formais.
Na Região Norte, foram criados 14.748 postos de trabalho com carteira assinada durante o mês. Desse total, o Acre respondeu por aproximadamente 1,6%, demonstrando sua pequena participação no saldo regional.
O Norte apresentou o terceiro maior resultado entre as cinco regiões brasileiras, ficando atrás do Nordeste, que liderou com 49.142 vagas, e do Sudeste, com 39.404.
As regiões Sul e Centro-Oeste registraram, respectivamente, 9.949 e 7.894 novos postos de trabalho.
Brasil cria 121,3 mil empregos em setembro
Em todo o país, o saldo de setembro foi de aproximadamente 121,3 mil empregos com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado representa uma queda de 43,5% em comparação com setembro de 2025, quando haviam sido criados 214,6 mil postos formais, considerando os dados ajustados.
O desempenho também foi o mais baixo para um mês de setembro desde 2020, início da série histórica do Novo Caged.
De janeiro a setembro de 2026, o Brasil acumulou 1.248.914 novos empregos formais, uma redução de 27,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo havia alcançado 1.731.398 vagas.
A desaceleração ocorre em um cenário de juros elevados e menor ritmo de crescimento da atividade econômica.
Serviços lideram geração de empregos
Entre os setores econômicos, os serviços apresentaram o melhor desempenho em setembro, com a criação de 81.241 empregos formais em todo o Brasil.
Na sequência apareceram a indústria, com 19.285 postos de trabalho, o comércio, com 15.697, e a construção civil, com 9.468 novas vagas.
A agropecuária foi o único setor com saldo negativo, registrando o fechamento de 4.381 postos de trabalho.
No setor de serviços, os principais destaques foram as atividades administrativas e os serviços complementares, responsáveis pela abertura de 18,3 mil empregos. A área de saúde humana e serviços sociais criou 15,4 mil vagas, enquanto transporte, armazenagem e correio somaram 13,2 mil.
Na construção civil, as obras de infraestrutura responderam por 4,66 mil novas vagas, enquanto os serviços especializados para construção geraram aproximadamente 3,9 mil empregos.
Salário médio de admissão chega a R$ 2,4 mil
O salário médio real de admissão no Brasil ficou em R$ 2.429,41 em setembro, uma redução de R$ 1,10 em relação a agosto, quando o valor havia sido de R$ 2.430,51.
Na comparação com setembro de 2025, houve crescimento real de 1,88%, equivalente a R$ 44,90.
Com o resultado de setembro, o número de trabalhadores com carteira assinada no país chegou a aproximadamente 48,35 milhões, representando crescimento de 0,25% em relação ao mês anterior e de 1,65% na comparação anual.
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