Jovem tem garganta cortada pelo namorado no RN após resultado das eleições
Acre

Jovem tem garganta cortada pelo namorado em Umarizal após eleições no RN

01/11/2026 4 views 2 min de leitura

Uma jovem de 18 anos foi vítima de uma tentativa de feminicídio na madrugada da última segunda-feira (26), na região central de Umarizal, no Rio Grande do Norte. Clara Thaís Silva Maia teve a garganta cortada pelo namorado, Eduardo Ronald de Souza Ferreira, da mesma idade, logo após o desfecho das eleições presidenciais.

Prisão em flagrante e socorro à vítima

O próprio agressor acionou a Polícia Militar e confessou ter atacado a companheira com uma faca. Os agentes chegaram à residência por volta das 2h24, encontrando a vítima ferida e a arma branca utilizada no atentado posicionada ao lado dela.

Após receber o atendimento inicial no hospital municipal de Umarizal, Clara foi transferida para um centro médico de referência, onde continua hospitalizada. O autor do crime foi detido imediatamente e autuado em flagrante, enquanto a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão para preventiva.

Investigação sobre a motivação do crime

À CNN Brasil, a defesa de Clara, representada pela advogada Helena Belmont, informou que ela ainda não foi ouvida pela polícia. O depoimento da jovem é aguardado para esclarecer as circunstâncias do crime e ajudar a confirmar a possível motivação política.

Divergências partidárias e apostas

De acordo com informações apuradas, os núcleos familiares do casal possuíam preferências políticas opostas: os parentes da vítima apoiavam Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao passo que a família de Eduardo manifestava preferência por Flávio Bolsonaro (PL).

Conforme os relatos obtidos, o jovem mantinha uma postura discreta na frente dos sogros, mas expressava a opositores e amigos a rejeição ao posicionamento contrário. A representante jurídica destacou que conhecidos do casal confirmaram discussões prévias sobre a disputa eleitoral.

A investigação também avalia mensagens anônimas direcionadas aos parentes de Clara que sugerem o resultado desfavorável nas urnas como estopim. Adicionalmente, fontes indicam que círculos próximos ao suspeito teriam sofrido perdas financeiras expressivas em apostas associadas ao pleito, gerando forte abalo emocional no agressor.

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