As mulheres que buscam ajuda após sofrerem agressões em Rio Branco contam agora com um ambiente exclusivo na sede do Ministério Público do Estado do Acre. O espaço foi aberto na última segunda-feira, 26, com o objetivo central de assegurar confidencialidade nos depoimentos e prevenir a revitimização das cidadãs.
Estrutura voltada ao acolhimento humanizado
A área recém-inaugurada foi planejada unicamente para receber vítimas que procuram a promotoria em busca de amparo. O projeto arquitetônico e logístico foi desenvolvido para assegurar que cada relato ocorra com total discrição, proteção e respeito à dignidade da pessoa atendida.
Novas iniciativas institucionais
O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, destacou que a abertura do local integra um conjunto de ações voltadas para essa parcela da população, o que inclui a implementação da Ouvidoria das Mulheres e a expansão de pontos de suporte tanto na capital quanto no interior acreano.
“O enfrentamento da violência de gênero depende de uma responsabilidade que também é nossa: garantir que, ao encontrar forças para procurar ajuda, uma mulher encontre, do outro lado, a sensibilidade e o cuidado que sua história merece. É com esse compromisso que hoje entregamos a Sala Lilás. A criação deste espaço parte de uma compreensão muito concreta: uma mulher que procura ajuda não deve encontrar, no atendimento do Estado, novos motivos para sentir medo ou constrangimento”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque.
Combate aos índices alarmantes
A ouvidora das Mulheres, promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro, relacionou a criação de espaços específicos de atendimento aos casos de violência de gênero registrados no Acre.
“Sabemos que, proporcionalmente, temos no estado o maior número de feminicídios do país. É fundamental essa sensibilidade de fortalecer a Ouvidoria-Geral, instituindo também a Ouvidoria das Mulheres, reforçando nosso trabalho para que possamos desenvolvê-lo de forma a minimizar esse fenômeno extremamente complexo”, declarou a ouvidora das Mulheres, promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro.
Balanço e modernização dos serviços
Por sua vez, a ouvidora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Kátia Rejane, divulgou dados sobre o andamento dos trabalhos ao longo do ano. Conforme a procuradora, houve reestruturação nos fluxos de atendimento, aumento na velocidade de análise das demandas e implementação de novas tecnologias.
“A Ouvidoria precisava ser muito mais do que um local destinado a receber manifestações, denúncias, reclamações e pedidos de informação. Precisava ser, verdadeiramente, uma porta aberta à sociedade. Um espaço onde as pessoas fossem ouvidas, acolhidas e orientadas”, afirmou a ouvidora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Kátia Rejane.
Paralelamente à abertura da Sala Lilás, o órgão ministerial também revelou a Galeria dos Ouvidores-Gerais, dedicada a homenagear os operadores do direito que já lideraram a Ouvidoria-Geral da casa.
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