O Acre apresentou uma queda de 22,2% na devastação de sua cobertura vegetal durante o ano florestal de 2025/2026. O território destruído caiu de 325 km², contabilizados no período passado, para 252 km², de acordo com as informações do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que foram publicadas na tarde desta sexta-feira, 16. O índice mantém a sequência positiva de queda na supressão da vegetação e valida o progresso das estratégias estatais direcionadas à preservação da floresta amazônica.
Evolução histórica e queda acumulada
A sequência de retrações nos últimos cinco ciclos anuais demonstra a transformação nos índices do estado. A superfície devastada foi de 840 km² em 2021/2022, caindo para 601 km² em 2022/2023, 449 km² em 2023/2024, 325 km² em 2024/2025 e, finalmente, 252 km² no ciclo de 2025/2026. Ao longo desse intervalo, a retração somada atingiu perto de 70%, o que equivale a um encolhimento de 588 km² na extensão degradada comparado ao começo da série avaliada. O indicador atual configura, ainda, a quarta menor taxa na história do Prodes no estado, cujos registros começaram em 1988.
Superação das metas estipuladas
O rendimento também reflete o alcance das diretrizes fixadas pelo Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Acre (PPCDQ-AC). Para o ano de 2026, a programação previa limitar a supressão vegetal a 467 km². Com a marca oficial de 252 km², o governo estadual obteve um patamar aproximado de 46% abaixo do teto estipulado para o período. A taxa também fica cerca de 21% inferior ao objetivo final delimitado pelas normas do PPCDQ-AC.
Fatores para os resultados positivos
A permanência da tendência de baixa na supressão da vegetação ao longo do quinquênio reflete o fortalecimento das medidas de fiscalização e vigilância na região. Especialistas apontam que a sinergia operacional entre órgãos estatais e federais, somada à gestão ambiental, desempenha papel fundamental na obtenção desses índices.
Esses indicadores reforçam a eficácia das normativas de controle implementadas na região norte, consolidando um cenário de maior proteção aos recursos naturais e cumprimento rigoroso das metas ecológicas planejadas para os próximos anos.
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