O presidente estadual do PT, Cesário Braga, afirmou neste domingo (25) que o governo de Jair Bolsonaro é o exemplo mais claro do que a direita tem a apresentar ao Brasil. A declaração foi dada durante debate promovido pelo ac24horas com o presidente estadual do PL, João Paulo Bittar, na abertura da programação especial do segundo turno das Eleições 2026.
Cesário começou dizendo que o governo Temer foi mais à direita do que as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff, mesmo que Bittar não o considere plenamente de direita, e pediu que o público avalie o que ocorreu no país no período.
Segundo ele, a divergência ideológica entre os dois partidos está no papel do Estado. O petista afirmou acreditar no Estado como indutor do desenvolvimento e como estrutura para a construção de uma sociedade com justiça social.
Cesário afirmou que o candidato Flávio Bolsonaro passou a defender no segundo turno políticas implementadas por Lula, como o Bolsa Família. Para Cesário, a mudança ocorreu porque Flávio teria percebido que perderia votos caso sustentasse o Estado mínimo defendido por Bittar. Ele classificou o movimento como “ideologia de conveniência” e disse que a principal liderança da direita se posiciona para não perder espaço.
Sobre o salário mínimo, Cesário defendeu crescimento acima da inflação e a vinculação ao PIB para garantir ganho real. Segundo ele, sem intervenção do Estado, a regulação do salário mínimo ficaria a cargo do mercado. O presidente do PT afirmou que, se a equação adotada no governo Bolsonaro tivesse sido mantida, o salário mínimo seria hoje inferior a R$ 900.
Cesário também citou a política energética. De acordo com ele, a privatização da Eletrobras, ocorrida no governo Bolsonaro, passou o controle da ampliação da eletrificação rural para a iniciativa privada, que não teria interesse em atender regiões distantes e de estrutura cara por não haver lucro. Para o petista, cabe ao poder público assumir essa obrigação.
Sobre a Petrobras, o presidente do PT disse defender que a empresa não seja privatizada, porque a política de preço do petróleo é uma estratégia de combate à inflação. Ele afirmou que a gasolina subiu no governo Bolsonaro, que a gestão precisou tentar isentar impostos para reduzir o preço e que o preço havia sido vinculado ao mercado internacional. Cesário reconheceu que o período teve conflitos internacionais, entre eles a guerra envolvendo a Rússia, que afetaram o preço das commodities. Ele concluiu que a direita defende a regulação pelo mercado até assumir o governo.
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