Aumento de casos graves de Covid-19 perde força no Acre, aponta Fiocruz
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Aumento de casos graves de Covid-19 perde força no Acre, aponta Fiocruz

16/10/2026 18 views 3 min de leitura

O leve aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 observado recentemente no Acre perdeu força, segundo o novo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira, 15. A análise considera dados da Semana Epidemiológica 40, entre os dias 4 e 10 de outubro.

O Acre aparece ao lado de Goiás, Distrito Federal e São Paulo entre os locais onde o crescimento de casos graves associados à Covid-19 registrado na semana anterior perdeu intensidade.

O cenário acompanha uma tendência de oscilação ou estabilização da SRAG no país tanto no curto prazo, considerando as últimas três semanas, quanto no longo prazo, referente às últimas seis semanas.

No mapa de nível de atividade das duas últimas semanas, o Acre aparece classificado em segurança, abaixo das faixas de alerta, risco e alto risco.

Já na tendência de longo prazo, referente às últimas seis semanas, o estado aparece em situação de estabilidade ou oscilação, sem indicação de crescimento ou queda com probabilidade superior a 75%.

Covid-19 segue com baixa incidência

De acordo com o InfoGripe, a incidência de SRAG provocada pela Covid-19 permanece baixa em todas as faixas etárias analisadas no país.

Entre os estados, Mato Grosso apresenta um leve sinal de aumento dos casos graves da doença, embora a incidência também permaneça em níveis baixos.

O boletim aponta ainda que nenhuma capital brasileira apresenta atualmente nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco combinado com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Seis capitais permanecem com incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento: Aracaju, Boa Vista, Cuiabá, Florianópolis, João Pessoa e Porto Alegre.

Mais de 163 mil casos de SRAG em 2026

Em todo o país, 163.241 casos de SRAG já foram notificados no ano epidemiológico de 2026. Desse total, 87.618, o equivalente a 53,7%, tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 59.131, ou 36,2%, apresentaram resultado negativo. Ao menos 7.302 casos ainda aguardavam resultado.

Entre os casos positivos registrados no ano, 39,8% foram associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), 32,7% ao rinovírus, 16% à influenza A, 5,5% à influenza B e 3,8% à Covid-19.

Considerando somente as quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus respondeu por 53% dos resultados positivos, seguido pelo VSR, com 14,3%; influenza B, com 5,7%; Covid-19, com 4,8%; e influenza A, com 2,8%.

Crianças e idosos são os mais afetados

Nas últimas oito semanas analisadas, as crianças de até 2 anos continuaram apresentando a maior incidência de SRAG. Nessa faixa etária, os casos estão associados principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus.

Já a mortalidade permanece mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo como principais causas o VSR, rinovírus e influenza A.

Apesar da baixa atividade dos vírus respiratórios na maior parte do país, os pesquisadores do InfoGripe reforçam a orientação para que os grupos prioritários mantenham a vacinação contra a Covid-19 em dia e que as gestantes também sejam vacinadas contra o VSR.

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