Agentes de segurança pública do Acre e outros 8 estados da Amazônia Legal participam desta terça-feira, 15, até quinta-feira, 24, de uma capacitação voltada ao atendimento de povos indígenas na Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima. O evento é promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça.
Esta é a quarta edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas e, pela primeira vez, a formação é realizada dentro de uma terra indígena. Ao todo, 43 agentes participam das atividades, que somam 80 horas-aula entre conteúdos teóricos e uma etapa operacional na aldeia.

Michelle dos Ramos, diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), explicou que a formação busca preparar os profissionais para atuar de forma mais adequada junto às comunidades.“É a quarta edição do curso, que traz profissionais da segurança pública do Acre e de outros estados da Amazônia Legal. A ideia é aumentar os conhecimentos para garantir uma agenda de proteção dos povos indígenas e dos seus territórios”, afirmou.
Durante a formação, os agentes terão contato com temas como legislação e cultura indígena. O major Pinto, da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre,que coordena a atividade, explicou que os 43 participantes terão contato com temas específicos para a atuação em terras indígenas. “Serão trabalhados conhecimentos de legislação e cultura indígena, para que os profissionais possam atuar melhor nessa região”, afirmou.

O coronel Assis dos Santos, coordenador do Gefron no Acre, destacou o caráter inédito da capacitação.“É a quarta edição e acontece pela primeira vez na Amazônia e aqui no Acre, dentro de uma aldeia. É um tema importante, a defesa e a proteção dos povos indígenas”, disse.
Para a coronel Marta Renata, comandante geral da Polícia Militar do Acre, a aproximação é fundamental para melhorar o atendimento.“Precisamos entender essa dinâmica social e o contexto em que a população indígena vive, para que a Polícia Militar possa ofertar o melhor serviço”, afirmou ela,ressaltando que as comunidades indígenas enfrentam problemas relacionados à criminalidade.“Os povos indígenas também sofrem com a criminalidade, com o tráfico e o crime organizado. Precisamos estar mais próximos para que eles sintam confiança de falar com a Polícia Militar e acionar a corporação quando necessário”, acrescentou.

A turma reúne 27 profissionais do Acre e 16 de outros estados. O coronel Nilson Ferreira, da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, é um dos participantes.“Esse conhecimento adquirido traz mais informações, mais detalhes e um atendimento especializado para atender esses povos”, afirmou.
Fonte: ac24horas.com
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