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Acre tem três registros de racismo por homofobia ou transfobia

14/09/2026 7 views 3 min de leitura

Na semana em que o Acre promove ações voltadas à diversidade e aos direitos da população LGBTQIAPN+, dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 revelam um cenário que chama atenção no estado: embora o Acre tenha registrado queda nas ocorrências classificadas como racismo por homofobia ou transfobia, ainda existe uma importante lacuna na produção de estatísticas sobre outros tipos de violência contra essa população.

Segundo o levantamento, o Acre registrou três ocorrências de racismo por homofobia ou transfobia em 2025, contra nove casos registrados em 2024. A redução foi de 66,7% no período.

Na comparação com os demais estados da Região Norte, o Acre apresentou um dos menores números absolutos em 2025. Foram registrados 15 casos no Amapá, 21 no Amazonas, 38 no Pará, seis em Rondônia e três em Roraima. No Tocantins, o levantamento não apresenta registro para essa categoria.

Falta de registros impede dimensionar violência

Apesar do número reduzido de ocorrências registradas no Acre, o próprio Anuário faz uma ressalva importante: a ausência ou o baixo número de registros não significa necessariamente que a violência não esteja ocorrendo.

O levantamento destaca que o Acre, assim como o Rio de Janeiro, não possui dados quantitativos consolidados sobre determinadas categorias de crimes contra a população LGBT. A publicação relaciona essa dificuldade à falta de ferramentas adequadas para identificar e contabilizar essas ocorrências nos sistemas de segurança pública.

Essa limitação aparece principalmente nos dados de lesão corporal dolosa e homicídio doloso. Enquanto o Brasil contabilizou 5.452 registros de lesão corporal dolosa contra pessoas LGBTQIAPN+ em 2025, o Acre não apresenta informação consolidada nessas categorias.

O mesmo ocorre com os homicídios dolosos: o Anuário registra 187 casos no país em 2025, mas não apresenta número consolidado para o Acre.

Violência física é a principal categoria no país

De acordo com a análise apresentada pelo Anuário, a lesão corporal dolosa é a categoria com maior número absoluto de registros de violência contra pessoas LGBTQIAPN+ entre os crimes analisados.

A publicação também chama atenção para a possibilidade de subnotificação, o que significa que os registros oficiais podem não representar toda a dimensão da violência enfrentada pela população LGBT.

Fonte: ac24horas.com

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