Acre

Após chuvas e ventos de 70 km/h, Acre pode bater recorde de calor com até 36°C

11/08/2026 3 views 2 min de leitura

O Acre teve queda temporária nas temperaturas nesta terça-feira (11), mas deve enfrentar calor intenso e baixa umidade do ar nos próximos dias. A avaliação é do meteorologista Davi Friale, em entrevista ao repórter David Medeiros.

Segundo Friale, a temperatura mais amena é resultado de uma fraca onda polar que chegou ao estado nesta terça-feira. O fenômeno provocou chuvas intensas em cidades como Rio Branco, no Alto Acre e em Cruzeiro do Sul, além de ventos que atingiram 70,4 quilômetros por hora. O meteorologista havia previsto a mudança com antecedência. “Não fomos pegos de surpresa, porque havíamos anunciado com bastante antecedência que uma fraca onda polar chegaria nesta terça-feira”, disse.

Friale destacou que a mudança não configura frio. “Não é frio nem friagem, eu não usei esses termos, apenas diminuiu o calor”, afirmou.

O alívio, porém, deve durar pouco. De acordo com o especialista, o ar polar que chegou ao estado é muito seco e vai favorecer dias de calor forte. “Provavelmente teremos recordes essa semana, com temperaturas até de 36 graus no Acre, por conta desse ar polar que chegou”, projetou.

O meteorologista lembrou que o recorde atual foi registrado na última segunda-feira (10), quando Rio Branco alcançou 35,56 graus, acima dos 35,1 graus medidos em 25 de julho. A umidade do ar também atingiu o menor índice do período, com 37% na segunda-feira, ante os 39% registrados em 25 de julho.

Questionado sobre os efeitos do El Niño no Acre, Friale afirmou que a influência do fenômeno no estado é praticamente nula. “O Acre é neutro. No Acre, a influência do El Niño é praticamente nula”, declarou. Ele explicou que o fenômeno provoca seca severa no norte do Amazonas, no Pará e no Nordeste, e chuvas intensas no sul do país.

O especialista acrescentou que, mesmo se o Acre fosse atingido, os efeitos poderiam ser positivos. Segundo ele, o El Niño ocorre no verão, período mais chuvoso no estado, e a redução das chuvas ajudaria a evitar enchentes e alagamentos. “Seria benéfico. Reduzindo as chuvas, caso o Acre fosse atingido, com certeza não teremos enchentes ou alagações”, concluiu. Friale informou ainda que publicará um artigo especial sobre o tema nos próximos dias.

Fonte: ac24horas.com

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