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Veja o que se sabe e o que falta definir sobre operação de vans e micro-ônibus em Rio Branco

11/07/2026 7 views 5 min de leitura

A reunião realizada neste sábado (11), entre a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) e empresários do setor de vans, micro-ônibus e ônibus, terminou sem uma definição sobre como será a operação emergencial que pretende reforçar o transporte coletivo da capital. O encontro, no entanto, estabeleceu um cronograma para que as negociações avancem já na próxima semana.

Segundo o superintendente da RBTrans, coronel Marcos Roberto Coutinho, representantes da Prefeitura e dos empresários voltarão a se reunir na segunda-feira (13), quando deverão ser apresentados os estudos técnicos e uma proposta oficial para viabilizar a operação.

A expectativa da Prefeitura é que o serviço possa começar entre terça-feira (14) e quarta-feira (15), caso haja consenso entre as partes.

O que já está definido

Durante a reunião, a RBTrans informou que os interessados deverão realizar o cadastramento dos veículos na segunda-feira. Todos passarão por vistoria e análise documental antes de receber autorização para operar.

Os empresários também deverão escolher uma comissão de representantes para negociar diretamente com a Prefeitura, evitando que as discussões ocorram com dezenas de participantes ao mesmo tempo.

Outro ponto já definido é que os veículos atuarão em caráter emergencial para reduzir os impactos provocados pela diminuição da frota de ônibus na capital.

O que ainda está em discussão

O principal impasse continua sendo a forma de remuneração dos operadores.

A proposta inicial apresentada pela RBTrans prevê que vans e micro-ônibus operem cobrando uma tarifa fixada pela Prefeitura, sem direito a gratuidades. Nesse modelo, cada operador arrecadaria diretamente o valor pago pelos passageiros.

Os empresários, porém, defenderam outro formato.

A maioria dos participantes afirmou que a operação por cobrança individual de passageiros pode não ser economicamente viável, principalmente por causa da baixa capacidade das vans, da necessidade de cumprir horários e do grande número de gratuidades existentes no sistema convencional.

Como alternativa, o grupo sugeriu que a Prefeitura alugue os veículos por um período de aproximadamente 60 dias, pagando um valor mensal por veículo, além dos custos operacionais, como combustível e motorista.

Segundo eles, esse modelo daria mais segurança financeira aos operadores durante o período de transição.

Outro ponto sem definição é o valor da tarifa.

Antes da reunião, Coutinho informou ao ac24horas que a expectativa da RBTrans é que a passagem fique entre R$ 5 e R$ 6, caso seja adotado o modelo de cobrança direta dos passageiros. No entanto, durante o encontro, empresários chegaram a defender tarifas de até R$ 7, além de algum tipo de ajuda de custo para combustível.

Gratuidades preocupam empresários

Um dos assuntos que mais gerou debate foi o atendimento aos passageiros beneficiados pela gratuidade.

Os empresários argumentaram que, sem contrato de concessão e sem acesso ao sistema eletrônico de bilhetagem, não há como transportar gratuitamente estudantes, idosos e demais beneficiários sem comprometer a sustentabilidade da operação.

Foto: de pé, equipe técnica da RBTrans e coronel Coutinho ao centro I Whidy Melo/ac24horas

A própria equipe técnica da RBTrans reconheceu a dificuldade e afirmou que, caso as vans sejam autorizadas, elas deverão operar sem oferecer gratuidades, justamente porque não existe mecanismo legal para ressarcimento desses passageiros.

Linhas também ainda não foram definidas

Outro tema que permanece em aberto é quais itinerários serão atendidos pelas vans.

A tendência apresentada durante a reunião é que os veículos sejam direcionados às linhas atualmente sem atendimento, evitando concorrência direta com os ônibus que continuam circulando.

Foto: micro-ônibus e vans estacionados na Rodoviária Internacional de Rio Branco I Whidy Melo/ac24horas

Segundo a RBTrans, hoje existem 17 linhas sem operação regular, consequência da redução da frota após a apreensão judicial de parte dos ônibus utilizados pela Ricco Transportes.

Mais ônibus podem chegar na próxima semana

Durante a reunião, o coronel Marcos Coutinho informou ainda que a Prefeitura recebeu a informação de que entre 10 e 15 ônibus deverão chegar a Rio Branco nos próximos dias para reforçar temporariamente a operação da Ricco Transportes.

Além disso, uma equipe técnica da RBTrans, juntamente com a Procuradoria-Geral do Município, deverá atuar para tentar liberar outros 12 veículos que já estão na capital, mas que estão impedidos de operar por ordem judicial. Caso isso ocorra, a expectativa da Prefeitura é reduzir significativamente o déficit de veículos enquanto a nova operadora conclui sua implantação.

Decisão sai na segunda-feira

Ao encerrar a reunião, o superintendente da RBTrans afirmou que a Prefeitura utilizará o fim de semana para analisar as propostas apresentadas pelos empresários.

Na segunda-feira, após o cadastramento dos veículos e a definição da comissão de representantes do setor, uma nova rodada de negociações deverá definir o modelo de contratação, a remuneração, o valor da tarifa, as linhas que serão atendidas e a data oficial para o início da operação emergencial.

Até lá, a principal expectativa é que Prefeitura e empresários encontrem um formato capaz de ampliar a oferta de transporte coletivo sem comprometer a viabilidade econômica da operação e o atendimento à população.

Fonte: ac24horas.com

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