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Vacinação contra a gripe fica abaixo da meta no Acre e internações de crianças e idosos disparam

26/06/2026 4 views 2 min de leitura

O Acre enfrenta uma baixa procura por vacinação contra a influenza (gripe) entre 2025 a 2026. Nenhum dos grupos prioritários atingiu a meta de 90% de cobertura vacinal no estado, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) na quarta-feira (24).

A queda na adesão vacinal tem reflexo imediato nos hospitais. A baixa imunização é apontada por especialistas como a principal causa para o aumento de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que tem como principais vítimas crianças menores de 10 anos e idosos.

O dado mais alarmante do relatório da Sesacre diz respeito às puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto). A cobertura vacinal nesta categoria ficou em irrisórios 2,60%, um índice considerado residual.

O cenário é ainda mais grave no interior: 13 dos 22 municípios do estado, incluindo a capital Rio Branco, registraram 0,00% de puérperas vacinadas. A única exceção fora do zero absoluto foi Xapuri, que ainda assim marcou apenas 2,70%.

A falta de imunização desse grupo elimina a chamada “imunidade indireta”, deixando os recém-nascidos, que ainda não têm idade para receber a vacina, totalmente vulneráveis ao vírus.

Idosos e crianças longe da meta

A resistência ou negligência em relação à vacina se repete nos demais públicos-alvo. Os idosos acima de 60 anos, historicamente mais assíduos, alcançaram apenas 27,48% de cobertura no estado.

A situação é mais crítica na Regional do Juruá, que registrou a menor média de idosos vacinados (21,01%), empurrada para baixo por municípios como:

  • Rodrigues Alves: 11,94%
  • Porto Walter: 17,39%

Já o grupo de crianças de 6 meses a menores de 6 anos chegou a 41,02%. Embora as gestantes tenham liderado a vacinação no estado, o índice de 64,05% ainda permanece muito abaixo dos 90% estipulados pelo Ministério da Saúde. Entre a população indígena, a cobertura foi de 30,73%.

Por que isso importa: A cobertura vacinal abaixo de 30% em grupos de risco rompe a barreira de imunidade coletiva, superlotando UTIs pediátricas e geriátricas por uma doença que poderia ser prevenida com uma dose anual.

Fonte: folhadoacre.com.br

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