O governo federal lançou nesta segunda-feira (18), em Manaus, o programa Território Seguro, Amazônia Soberana, com investimento de R$ 209 milhões para combater o crime organizado na Amazônia e em regiões de fronteira.
As ações incluem operações de repressão, inteligência, prevenção e retomada de áreas dominadas por facções criminosas. Do total, R$ 69,1 milhões serão destinados ao combate e desarticulação de quadrilhas, R$ 7 milhões para inteligência, R$ 85,9 milhões para ações sociais e prevenção, e R$ 47 milhões para projetos de reinserção social e incentivo à economia legal.
O plano vai monitorar áreas prioritárias no Amazonas, Acre, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná, incluindo territórios indígenas e regiões de fronteira consideradas estratégicas para o tráfico internacional de drogas.
Segundo o Ministério da Justiça, mais de 40% das cidades da Amazônia registram atuação de facções. Relatório da Abin aponta a fronteira entre Brasil e Colômbia como uma das principais rotas do narcotráfico mundial.
As medidas fazem parte do plano AMAS (Amazônia: Segurança e Soberania), coordenado pela Senad, e contarão com recursos do Fundo Amazônia, via BNDES.
Durante o evento, o governo também divulgou dados sobre violência em terras indígenas. Em 2024, foram registrados 1.241 casos relacionados a invasões, exploração ilegal de recursos e conflitos fundiários em Terras Indígenas.
Representantes do governo e forças de segurança ainda discutiram estratégias para a BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho e cujo asfaltamento segue em disputa judicial devido a impactos ambientais.
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