O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2, vai muito além das tradicionais homenagens e preces pelos entes queridos nos cemitérios de Cruzeiro do Sul. A data também é marcada por fortes ações de solidariedade voltadas para o acolhimento das famílias que visitam os locais de sepultamento.
Ações de apoio e solidariedade nos cemitérios
Membros da Igreja Comunidade Batista Vida mobilizaram-se para prestar auxílio prático e espiritual aos visitantes nos cemitérios São João Batista e Jardim da Paz. A atuação do grupo inclui a distribuição de água, ajuda na acessibilidade, suporte na higienização dos jazigos e conforto espiritual.
A iniciativa faz parte do projeto Godstock. De acordo com Fernando Rossi, voluntário da Igreja Comunidade Batista Vida, a ação já ocorreu em períodos anteriores, mas a edição atual conseguiu mobilizar uma quantidade bem maior de participantes divididos entre os campos-santos da cidade.
“Trouxemos água, ajudamos na acessibilidade, na higienização dos túmulos e oferecemos oração, um suporte espiritual neste momento. Estamos aqui para apoiar todos aqueles que vieram visitar o túmulo de um ente querido”, explicou o voluntário.
Fé, memória e reflexão na tradição cristã
Sob a perspectiva da Igreja Católica, a data representa um momento profundo de prece, lembrança e renovação da esperança na vida após a morte. O padre Antônio Carlos, mais conhecido como padre Carlinhos, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e missionário espiritano, pontua que a festividade está fundamentada nos pilares do cristianismo.
“Com a ressurreição de Cristo, temos a esperança e a certeza de que nós também ressuscitaremos. Celebrar o Dia de Finados é fazer memória viva dessa ressurreição de Jesus, que também nos convida à ressurreição”, afirmou o sacerdote.
O peso da saudade e o valor das lembranças
O líder religioso também enfatizou que ir aos túmulos funciona como um mecanismo essencial para preservar a história daqueles que faleceram. Segundo ele, o sentimento de ausência persiste ao longo dos anos, intensificando-se nos casos de perdas abruptas, a exemplo das ocorrências registradas durante o período crítico da pandemia de Covid-19.
“O ser humano é muito mais emoção do que razão. Quando perde um ente querido, um amigo, essa saudade é muito forte no sentimento humano”, ressaltou.
Gerar Post/Story