A exigência do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, de só declarar apoio ao candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos) se a ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB) não estiver de vice na chapa de Alan, recolocou o MDB no colo da governadora Mailza Assis (PP).
Por outro lado, mais do que nunca, o MDB passou a ser a cereja do bolo da candidatura da governadora a mais um mandato. E, por um motivo: o grupo dos Sales – composto pelo ex-prefeito Vagner Sales, a deputada Antônia Sales e a ex-deputada federal Jéssica Sales – mostraram força na última eleição para a prefeitura de Cruzeiro do Sul, quando Jéssica perdeu para Zequinha por uma ninharia de votos. Menos de 200 votos.
A oficialização de uma aliança do MDB com Mailza dará à sua campanha um grupo com votos, para contrapor a defecção do prefeito Zequinha. Pelo que me foi informado dentro do MDB, o partido não está interessado em indicar o vice de Mailza. A aliança poderia acontecer com a entrega ao MDB de espaços no governo, com a Jéssica Sales (MDB), sendo candidata a deputada federal, o que garantiria ao partido eleger três parlamentares federais.
Ao longo desta semana tende a acontecer o último capítulo dessa longa novela, quando vamos saber se o fim será com o MDB no altar do Alan ou da Mailza.
FOI O QUE ESCUTEI
Não houve nenhuma declaração de um membro do diretório do MDB, mas pelo que o BLOG conseguiu apurar por outras fontes do partido, a direção do DERACRE para o MDB, seria a chave que abriria a porta para uma aliança na campanha para o governo.
NINGUÉM É DONO DO CARGO
Não vejo nada de excepcional na demissão do chefe de gabinete do governo, Jonathan Donadoni. Pedindo ou não para sair, seria demitido.Ter transformado o gabinete palaciano no comitê de campanha do candidato a deputado federal Antônio Rueda, foi um dos motivos; porque fragilizou a candidatura de Mailza com os demais candidatos a deputado federal do grupo, que se sentiram desprestigiados e prometeram lhe abandonar. Ademais, cargo de confiança não é eterno; dorme-se nele e acorda-se fora dele. Donadoni foi a eminência parda do governo do Gladson e uma das suas figuras mais poderosas. Foi o fim de um ciclo.
BARRIGA CHEIA
Só que nesta briga, tem deputado federal com secretaria de porteira fechada lhe apoiando, reclamando da vida para a governadora Mailza que não estão sendo prestigiados.
TRATADO COMO ADVERSÁRIO
Uma importante figura do governo revelou ontem que, a partir de agora, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, passará a ser tratado pelo governo da Mailza como adversário. Pode esquecer a liberação de convênios ou outro tipo de ajuda.
ERRO TRÁGICO
A Sula Ximenes, que no governo do Gladson Cameli foi um dos destaques da gestão, errou feio em deixar de ser candidata a deputada estadual pelo PL, com chance de ser eleita; porque ao voltar ao cargo no governo da Mailza, ela foi tratada a pão e água. Não lhe restava outra alternativa a não ser a de pedir demissão do cargo, onde tinha virado uma espécie de figura rejeitada. Perdeu o governo, com a sua saída. Errou a Mailza em não lhe prestigiar.
NOTÍCIA CONFIRMADA
O prefeito Zequinha Lima foi taxativo no seu discurso de entrada na candidatura ao governo de Alan Rick (Republicanos), de que o ex-governador Gladson Cameli foi comunicado da sua decisão. “Pode ir com meu apoio”, teria dito Cameli durante a aludida conversa. Não falou, mas também conversou com o deputado Nicolau Júnior (PP) sobre o assunto. Zequinha e Nicolau são carne e unha.
NADA SATISFEITO
O deputado Nicolau Júnior (PP) é caladão, não fala; mas se sabe por outras fontes não estar satisfeito com a governadora Mailza Assis, por não ter lhe dado protagonismo no seu grupo de apoio. Nicolau é um dos políticos mais próximos do prefeito de CZS, Zequinha Lima.Trocam figurinhas constantemente e são aliados. Sabia da saída do Zequinha.
CAMELI ESTÁ CALADO
Ante a este vendaval no seu grupo, com a ida do prefeito Zequinha Lima para a oposição à Mailza; das exonerações de Jonathan Donadoni e Sula Ximenes dos seus cargos, o ex-governador Gladson Cameli está calado; mas se sabe por quem circula próximo dele, que não está nada satisfeito. Esperava que ninguém do seu grupo fosse demitido dos cargos.
DIFICULDADE RECLAMADA
O que mais se ouve de deputados da base e de outras lideranças políticas, é que não sabem a quem se dirigir no governo para fazer tratativas que possam ser cumpridas. Falta comando.
ELEIÇÃO É IMPREVISÍVEL
Eleição é algo imprevisível. Já vi um candidato chamado Rubem Branquinho (PFL) ter 59% de preferência para o governo do Acre, e perdeu para o Edmundo Pinto (PDS), que tinha 3%. Por isso, a vitória não pode ser cantada antes da campanha começar.
NADA DE POLÍTICA
O cargo de chefe de gabinete civil é um dos mais políticos de uma gestão, por ser quem filtra as conversas dos parlamentares e lideranças sem mandato, antes de chegar na governadora. Estranho, pois, a nomeação do Dr. Cristovam Pontes para o cargo; que é neófito em tratativas políticas, e nada vai acrescentar à campanha da governadora Mailza. É respeitável juridicamente, é um homem de leis, mas politicamente é zero. A não ser que esteja no cargo para esquentar a cadeira para outro nome a ser pensado.
NÃO PODE TERCEIRIZAR
A governadora Mailza Assis não pode terceirizar conversas com a classe política, como vem acontecendo. Nunca pedi nada a ela, mas sei que pouco do que os seus assessores prometem para os políticos não é cumprido. E, isso está empurrando aliados para o colo do candidato Alan Rick (Republicanos). O seu governo não é de quatro anos e estamos há três meses da eleição. Ela não entendeu isso.
ACORDO FECHADO
O grupo do ex-prefeito Dêda e a deputada Maria Antônia (PP) deve apoiar a candidatura do Ney Amorim (MDB) para deputado federal, pelo menos é o que aparece nas redes sociais. O grupo Dêda é forte no Juruá. E tem poder de transferir votos.
TRAIÇÃO NAS SOMBRAS
Conheço secretários da Mailza que não estão movendo uma palha pela sua candidatura e deputado da base do governo que tem se encontrado com o senador Alan Rick (Republicanos). Traições acontecem nas sombras.
NÃO DÁ PARA ESCONDER
É um fato que acontece nos bastidores e não dá para esconder. Há distanciamento dentro do poder, entre integrantes da ala da governadora Mailza Assis e do grupo do ex-governador Gladson Cameli.
PEGOU UM ABACAXI
Com a apreensão de 38 ônibus da empresa Rico pela justiça – que prestou um péssimo serviço à população – a situação mostra que o prefeito Alysson Bestene pegou um abacaxi sem faca para descascar. Uma coisa é certa: a Rico não dá mais para continuar operando na capital. E que venha uma empresa de vergonha que tire o usuário do sufoco da falta de ônibus e de sucatas circulando.
PARA REFLEXÃO
As derrotas de quem está no poder sempre começam quando predomina a desunião interna. Frase política sempre muito usual.
FRASE MARCANTE
“Sem o pingo da chuva não haveria o oceano”. Máxima da sabedoria oriental.
Fonte: ac24horas.com
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