O Boca Juniors reafirmou sua força histórica em duelos decisivos continentais. Na noite desta terça-feira (20), o clube de Buenos Aires superou o Vasco por 3 a 1, diante de cerca de 66 mil torcedores no Maracanã, e garantiu vaga na grande decisão da Copa Sul-Americana. O resultado pôs fim ao sonho vascaíno e encerrou um tabu: os xeneizes não venciam em território brasileiro desde 2010, quando bateram o Internacional por 1 a 0 no Beira-Rio.
Domínio expressivo contra adversários brasileiros
A classificação no Rio de Janeiro marcou a 19ª vez em que o Boca levou a melhor sobre equipes brasileiras em 27 confrontos eliminatórios ao longo da história, englobando mata-matas e finais. O índice de sucesso é de 70,4% de aproveitamento.
Embora rivais do Brasil tenham tido vantagem recente — com eliminações impostas por Santos, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro e Fluminense desde 2021 —, o time argentino voltou a ser carrasco na atual temporada continental. Antes de despachar o Cruzmaltino, o Boca já havia eliminado o São Paulo nas quartas de final, após triunfo por 1 a 0 na Bombonera e empate por 1 a 1 no Morumbis.
A frustração vascaína foi acentuada pela vantagem construída na ida. O Vasco havia vencido por 1 a 0 na Argentina, tornando-se apenas o oitavo clube brasileiro a derrotar os anfitriões em seus domínios em partidas oficiais. Entretanto, o Boca já protagonizou outras viradas emblemáticas no país, como a goleada por 4 a 2 sobre o Paysandu no Mangueirão em 2003 (após perder em casa por 1 a 0), além das conquistas de Libertadores diante do Santos, no Morumbi (2003), e do Grêmio, no Olímpico (2007).
Gols rápidos e reviravolta no Maracanã
O duelo no Rio ocorreu após três semanas de disputa nos tribunais entre o Vasco e o consórcio de Flamengo e Fluminense pela cessão do Maracanã, imbróglio que chegou a motivar ameaça da Conmebol de transferir o jogo para o Paraguai. Quando a bola rolou, a vantagem cruzmaltina ruiu rapidamente.
Aos quatro minutos do primeiro tempo, Lautaro Blanco cobrou escanteio e Lautaro Di Lollo subiu de cabeça para inaugurar o marcador. Aos 33, Alan Saldívia cometeu falha no círculo central, Sebastian Villa serviu em velocidade e Miguel Merentiel tocou na saída de Léo Jardim, ampliando a contagem e colocando os visitantes à frente no agregado.
Na etapa final, o treinador vascaíno Pedro Emanuel mexeu na estrutura t
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