Resex Chico Mendes tem 3ª maior área desmatada entre unidades de conservação federais da Amazônia
Acre

Resex Chico Mendes tem 3ª maior área desmatada entre unidades de conservação federais da Amazônia

23/10/2026 2 views 3 min de leitura

A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre, registrou 15,2 km² de área desmatada em 2026 e aparece como a terceira unidade de conservação federal da Amazônia com maior desmatamento no ano. Os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O resultado acreano chama atenção mesmo em um ano em que o desmatamento dentro das unidades de conservação federais da Amazônia Legal atingiu o menor nível desde o início da série histórica, em 2008. Em 2026, foram desmatados 111 km² nessas áreas, contra 134 km² em 2025, uma redução de 17%.

Resex está entre áreas mais pressionadas

A Resex Chico Mendes ficou atrás apenas da Floresta Nacional (Flona) de Altamira, no Pará, que registrou 27,8 km² desmatados, e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, também no Pará, com 16,2 km².

Depois da unidade acreana aparecem a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, com 12,1 km², e o Parque Nacional do Juruena, localizado entre Mato Grosso e Amazonas, com 5,4 km².

Juntas, as cinco unidades somaram 76 km² de desmatamento e responderam por 69% de toda a área desmatada dentro das unidades de conservação federais da Amazônia em 2026.

Desmatamento também caiu no Acre

Considerando todo o território acreano inserido na Amazônia, e não apenas as unidades de conservação federais, o Acre também registrou redução no desmatamento.

Dados do Prodes divulgados anteriormente pelo governo federal mostram que a área desmatada no estado passou de 324 km² no período de 2024/2025 para 252 km² em 2025/2026, queda de 22,2%.

Com 252 km², o Acre ficou atrás de Pará, que registrou 1.130 km²; Mato Grosso, com 849 km²; Amazonas, com 525 km²; e Roraima, com 286 km².

Na Amazônia como um todo, o desmatamento chegou a 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, redução de 41,8% na comparação com os 5.731 km² do período anterior. O resultado é o menor da série histórica do Prodes, iniciada em 1988.

Menor nível da série nas unidades federais

Dentro especificamente das unidades de conservação federais da Amazônia Legal, os 111 km² desmatados em 2026 representam ainda uma redução de 82% em relação a 2021, quando foram registrados 618 km², maior valor da série iniciada em 2008.

Segundo o ICMBio, os dados são utilizados para identificar as áreas sob maior pressão e orientar ações de fiscalização e proteção. O instituto administra cerca de 150 unidades de conservação federais na Amazônia, que protegem mais de 64 milhões de hectares.

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