Moradores que não fazem parte dos grupos prioritários formaram a parcela que mais recebeu imunizantes contra a gripe no Acre durante o ciclo 2025/2026. O estado contabilizou 98.976 aplicações administradas nesse público geral, superando os registros individuais de crianças, idosos, indígenas, gestantes e profissionais da saúde, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
Cobertura vacinal e metas oficiais
As informações foram publicadas em alusão ao Dia Nacional da Vacinação. Embora o volume de doses aplicadas na população não prioritária chame atenção, o indicador oficial de cobertura entre os grupos elegíveis permanece em 44,36%, ficando consideravelmente distante da meta estipulada de 90%.
Desde 2025, o cálculo oficial passou a contabilizar exclusivamente os públicos definidos nas diretrizes, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, indígenas e idosos com 60 anos ou mais.
Desempenho entre os grupos prioritários
Entre os três segmentos detalhados pela pasta estadual, as gestantes alcançaram o melhor índice, registrando 80,05% de cobertura. Na sequência aparecem as crianças, com 53,45%, enquanto os idosos acumulam a menor adesão, marcando apenas 31,83%. Vale destacar que nenhum desses grupos conseguiu atingir o patamar desejado de 90%.
No recorte por volume bruto de doses aplicadas por categoria, os não prioritários lideram isoladamente com 98.976 aplicações, seguidos pelas crianças com 51.057 doses, pelos idosos com 28.450 e pelos povos indígenas com 16.035 registros.
Situação nos municípios e queda histórica
O cenário entre os idosos é o que mais preocupa as autoridades sanitárias municipais, já que nenhuma das 22 cidades acreanas atingiu os 90% recomendados. Assis Brasil obteve o melhor desempenho regional para essa faixa etária, com 52,92%, ao passo que o Bujari registrou a menor marca, com 10,81%. Na capital Rio Branco, a cobertura ficou em 36,15%.
No caso das gestantes, sete municípios conseguiram cumprir a meta, com destaque para Jordão e Marechal Thaumaturgo. Já entre o público infantil, apenas Assis Brasil alcançou o parâmetro exigido. A série histórica da campanha aponta uma retração expressiva nas coberturas estaduais ao longo dos últimos 11 anos, evidenciando o desafio contínuo das campanhas de imunização contra a influenza.
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