PF combate organização criminosa investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
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Polícia Federal desarticula rede de tráfico com movimentação milionária

06/11/2026 2 views 2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou a Operação Cravos com o propósito de desmantelar uma facção especializada em tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ofensiva policial mobilizou dezenas de agentes para cumprir ordens judiciais expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, ligada ao Tribunal de Justiça do Acre.

Como funcionava o esquema de envio de entorpecentes

O inquérito policial teve início após a identificação de suspeitos que coordenavam o envio de entorpecentes conectando os estados das regiões Norte e Sudeste do Brasil. Ao longo do monitoramento, as autoridades interceptaram um carregamento de 6,8 kg de skunk que pertencia à rede criminosa.

Os indícios coletados revelam que o grupo gerenciava toda a cadeia logística, desde o aporte financeiro até o transporte interestadual das substâncias ilícitas. A apuração revelou um complexo sistema voltado para ocultar e dissimular os ganhos obtidos com o crime, registrando uma movimentação financeira superior a R$ 741 milhões.

Estratégia para ocultar valores e bloqueio de bens

Para encobrir a origem ilícita do capital, a organização recorria ao uso de pessoas físicas e jurídicas conhecidas como laranjas, realizando transações por meio do sistema financeiro tradicional.

A ação policial ocorreu simultaneamente em municípios de diversos estados, abrangendo Epitaciolândia, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Rio Branco, no Acre; Porto Velho, Guajará-Mirim e Ariquemes, em Rondônia; além de Elesbão Veloso (Piauí), Caldas Novas (Goiás), Rondonópolis (Mato Grosso), Gurupi (Tocantins) e Juiz de Fora (Minas Gerais).

Bens sequestrados e acusações judiciais

As equipes cumpriram 25 mandados de prisão preventiva e o mesmo número de ordens de busca e apreensão. A Justiça também determinou medidas assecuratórias patrimoniais, que incluem o sequestro de três imóveis, a retenção de 37 veículos e o congelamento judicial de até R$ 741 milhões em contas e ativos.

Os alvos da operação poderão responder perante a Justiça pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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