O Pará foi um dos alvos da Operação Metástase, deflagrada nesta terça-feira (21) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para desarticular uma organização criminosa especializada no roubo, receptação e comercialização ilegal de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Segundo as investigações, o esquema movimentou cerca de R$ 33 milhões em apenas um ano.
Em Belém, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a estrutura financeira da quadrilha. A ação ocorreu simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, com apoio das polícias civis de cada estado.
De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), o grupo utilizava 25 empresas de fachada distribuídas pelos quatro estados para dar aparência de legalidade aos medicamentos roubados em rodovias fluminenses.
No Pará, essas empresas eram responsáveis por receber, faturar e revender os medicamentos, que posteriormente eram destinados a hospitais privados e, em alguns casos, inseridos de forma irregular em instituições públicas por meio de fraudes em processos licitatórios.

As investigações apontam que as cargas roubadas eram levadas inicialmente para uma central de transbordo instalada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, área dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP). De lá, os medicamentos seguiam para o Pará por meio de transportadoras e entregadores terceirizados.
Além dos mandados de busca, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados, incluindo alvos no Pará. Também foi autorizado o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens adquiridos com recursos do esquema.
Ao todo, a Operação Metástase cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 97 mandados de busca e apreensão. Até a última atualização, três pessoas haviam sido presas. No Rio de Janeiro, a operação provocou intenso confronto armado no Complexo da Maré, onde criminosos incendiaram barricadas para dificultar a ação policial.
Fonte: ac24horas.com
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