Polícia

Mulher é morta pelo ex-marido dias após pedir medida protetiva em Cruzeiro do Sul

06/07/2026 6 views 2 min de leitura

Juliana Barbosa, de 44 anos, foi morta pelo ex-companheiro dias após pedir uma medida protetiva contra ele. O feminicídio aconteceu no último domingo (5) na comunidade Japãozinho, na zona rural de Cruzeiro do Sul. O suspeito, de 46 anos, também foi encontrado morto, e a Polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio.

De acordo com a investigação, Juliana decidiu colocar fim ao casamento após descobrir uma traição. O casal havia vivido junto por mais de 30 anos.

O delegado Vinicius Almeida informou que a vítima acreditava que o ex-marido não seria capaz de cometer o crime, apesar da separação e das tentativas insistentes de reaproximação.

“No dia primeiro, quarta-feira da semana passada, nós atendemos a vítima aqui na delegacia, a qual solicitou medida protetiva. Nós encaminhamos a medida protetiva para o Poder Judiciário. No entanto, nas declarações dela, ela acreditava que o ex-marido não teria capacidade, coragem de matá-la. Ela alegou também que, sobre agressão física, foi agredida nesses 30 anos de casamento apenas uma vez, há 20 anos. Foi uma discussão referente à comida, quando ele puxou os cabelos dela. Ela não relatou ameaças de morte nem outras agressões, tanto que não quis representar criminalmente. Apenas solicitou as medidas protetivas”.

Segundo relatos da vítima, desde a separação o ex-companheiro tentava convencê-la a reatar o relacionamento, inclusive com a ajuda de familiares, amigos e pessoas da comunidade.

“Ela relatou que descobriu uma traição e pôs fim ao casamento. No entanto, esse sujeito não aceitava o fim da relação e procurava familiares e amigos para tentar convencer a vítima a voltar para ele. Inclusive, chegou a levar um pastor para conversar com ela, mas ela estava decidida a não voltar mais”.

Na última quarta-feira (1), Juliana procurou a delegacia e pediu uma medida protetiva de urgência. No entanto, ela recusou acolhimento em uma casa-abrigo, atendimento psicológico e também não quis representar criminalmente contra o ex-companheiro.

“Nós sugerimos que ela fosse para uma casa-abrigo, ela não aceitou. Também não aceitou atendimento psicológico. Infelizmente, ela não acreditou no potencial homicida desse cidadão e acabamos tendo esse feminicídio”.

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