Um trágico acidente aéreo causou a morte do empresário Victor Simões da Silva, acionista e herdeiro do Grupo Simões, no município de Orlândia, situado no interior de São Paulo. A fatalidade foi registrada no final da tarde de sexta-feira, 16, e resultou também na morte de uma segunda pessoa que estava a bordo.
Queda de aeronave ocorreu logo após a decolagem
O sinistro aconteceu por volta das 16h49 na pista do antigo Aeroporto Tangará, espaço situado na Fazenda Mosquito, nas imediações do acesso à cidade e próximo a Ribeirão Preto. De acordo com relatos preliminares, a aeronave de pequeno porte despencou imediatamente após iniciar o procedimento de subida.
Socorristas e equipes de emergência compareceram com rapidez até o ponto do impacto, contudo os dois ocupantes já estavam sem sinais vitais. A Defesa Civil de São Paulo comunicou que o avião caiu em um terreno descampado, o que gerou apenas estragos de pequena proporção em estruturas vizinhas.
Apuração das causas e investigações oficiais
Os motivos técnicos e as circunstâncias que provocaram a queda do monomotor permanecem sob análise pericial. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para iniciar as checagens técnicas, enquanto a Polícia Civil de São Paulo acompanhará os desdobramentos formais da apuração.
Victor Simões era casado com Sihame Cruz e deixa dois filhos: uma adolescente e um bebê de 1 ano de idade. Ele era filho de Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), que manifestou profundo luto pelo falecimento, sentimento compartilhado pela diretoria do Grupo Simões em nota oficial.
Trajetória empresarial e histórico na Região Norte
A família do empresário construiu um dos mais tradicionais conglomerados econômicos do Norte do país. O grupo manteve forte inserção industrial e logística no estado do Acre, onde gerenciava a linha de envase e a distribuição comercial dos produtos da Coca-Cola.
Durante anos, a companhia manteve uma fábrica própria da marca de refrigerantes instalada na capital, Rio Branco. O ciclo nessas operações fabris e de engarrafamento encerrou-se em 2022, momento em que todo o portfólio de bebidas da organização foi alienado e incorporado pela empresa Solar Coca-Cola.
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