O que estava anunciado como uma oportunidade para quem queria aumentar a espessura do pênis acabou não saindo do papel em Macapá. O Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP) impediu que um biomédico realizasse procedimentos de preenchimento peniano em uma clínica médica e odontológica da capital.
Os atendimentos estavam previstos para os dias 17 e 18 de agosto, mas foram suspensos depois que o estabelecimento recebeu uma notificação do Conselho. Segundo o CRM-AP, o profissional responsável pelos procedimentos não é médico
O Conselho não divulgou oficialmente o nome do biomédico, mas o Portal SelesNafes afirma que se trata de Thiago Costa. Nas redes sociais e em anúncios de divulgação, o profissional apresenta, com bastante bom humor e sem muita cerimônia, procedimentos destinados ao aumento da espessura do pênis. Uma das chamadas publicitárias prometia justamente um “pau mais grosso”.

Pelo visto, porém, a fiscalização tratou de colocar um freio na empolgação — e o procedimento acabou ficando só na propaganda.
Também há divulgação de atendimentos agendados para o restante de agosto em cidades como Parauapebas, Paragominas, Santarém e Marabá, no Pará, além de Macapá.
Clínica diz que biomédico não fazia parte do corpo clínico
O CRM-AP procurou a direção técnica da clínica de Macapá para esclarecer a habilitação do profissional e quais procedimentos seriam realizados no local.
Em resposta, a clínica informou que o biomédico não fazia parte do corpo clínico e não possuía vínculo permanente com o estabelecimento. Segundo a direção, havia apenas um pedido para a cessão pontual de um consultório nos dias 17 e 18 de agosto.
Depois de ser notificada pelo Conselho, a clínica decidiu suspender a disponibilização do espaço. Resultado: o consultório ficou disponível, mas o “upgrade” anunciado não aconteceu.
O CRM classificou a medida como uma ação preventiva de fiscalização do exercício profissional, especialmente por se tratar de procedimento realizado em região íntima masculina.
Conselho recomenda atenção antes de qualquer procedimento
O CRM-AP também orientou pacientes a verificarem cuidadosamente a qualificação do profissional antes de se submeterem a procedimentos médicos.
A recomendação é conferir se o profissional possui registro ativo como médico e, quando necessário, Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área correspondente. A consulta pode ser feita gratuitamente nos canais oficiais dos Conselhos de Medicina.
No fim das contas, antes de confiar em qualquer promessa de transformação corporal — seja para engrossar, aumentar ou simplesmente melhorar alguma coisa — vale conferir primeiro quem está autorizado a colocar a mão na obra. Afinal, quando o assunto é procedimento médico, o tamanho da promessa não substitui a habilitação profissional.
Fonte: ac24horas.com
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