O assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, gerou forte comoção e levou o governo do Acre a exigir uma apuração implacável sobre o caso. A profissional de saúde foi morta a tiros na noite desta segunda-feira, 2, enquanto se encontrava em um estabelecimento comercial no município de Brasiléia, localizado no interior do estado.
Repercussão e cobrança por justiça
Diante da gravidade do ocorrido, a governadora Mailza Assis utilizou uma nota oficial para repudiar o homicídio e exigir celeridade das autoridades policiais na identificação dos criminosos.
“Uma vida interrompida de forma tão violenta é uma perda irreparável. Como mulher e governadora, manifesto meu repúdio a esse crime e reforço a importância de que as circunstâncias sejam rigorosamente investigadas e os responsáveis, identificados e responsabilizados”, afirmou Mailza.
A chefe do Executivo estadual também aproveitou para prestar apoio aos enlutados nesta terça-feira, 3.
“Neste momento de imensa dor, deixo minha solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e a toda a comunidade de Brasiléia. Que Deus conforte seus corações e lhes dê forças para enfrentar essa perda”, declarou a governadora.
Trajetória profissional da vítima
Formada em Medicina no ano de 2014 pela Universidad Técnica Privada Cosmos, a profissional teve o diploma revalidado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), no campus de Aracaju. Elyne possuía registro profissional regular no Acre desde 16 de outubro de 2023, sob o CRM 3195/AC, atuando na área de Medicina de Família e Comunidade. Além da atuação acreana, o histórico médico registra inscrições regulares em São Paulo e transferência na Bahia.
Impacto nos serviços de saúde
Servidora efetiva da Prefeitura de Brasiléia, Elyne prestava atendimento à população na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva. Em decorrência do crime, a administração municipal decretou a suspensão temporária de todas as atividades nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e na sede da Secretaria Municipal de Saúde, além de publicar uma nota oficial lamentando a perda da servidora.
O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) também veio a público para condenar o ato de violência extrema e prestar solidariedade aos profissionais da saúde atingidos pela tragédia.
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