Cotidiano

Com travessias de até 40 minutos, Segundo Distrito de Sena recebe reforço de embarcações após queda da ponte

10/06/2026 2 views 3 min de leitura

Enquanto as investigações sobre o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari seguem em andamento, os moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira já convivem com os impactos diretos da perda da principal ligação com o restante da cidade. Com filas e travessias que chegam a durar até 40 minutos, uma nova embarcação deve reforçar o transporte da população nos próximos dias, além da contratação de mais dois catraieiros.

A medida busca amenizar os transtornos enfrentados por trabalhadores, estudantes e moradores que dependem diariamente da travessia do Rio Iaco para acessar o Centro da cidade.

Imagem: Reprodução/TV Gazeta

Em entrevista, o deputado estadual Pablo Bregense afirmou que decidiu disponibilizar uma embarcação ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) após constatar que a estrutura atualmente utilizada é insuficiente para atender a demanda.

“Por ver também que o poder público municipal não disponibilizou até agora nenhum tipo de embarcação, disponibilizou uma, mas só que estava muito precária, em péssimas condições, e por ter dentro dos meus transportes uma embarcação fluvial, nós disponibilizamos para o Deracre, através de um contrato de cessão, para que possa ser utilizada no transporte tanto das crianças como dos trabalhadores durante esse período”, declarou.

Segundo o parlamentar, a embarcação já está em Sena Madureira e a previsão é que entre em operação a partir desta sexta-feira.

Além da nova embarcação, mais dois catraieiros devem ser contratados para ampliar a capacidade de transporte entre os dois distritos. A expectativa é reduzir o tempo de espera dos moradores, que aumentou desde a queda da ponte.

Atualmente, a população depende das embarcações para cruzar o Rio Iaco ou precisa percorrer um trajeto alternativo de aproximadamente 11 quilômetros, passando por um ramal e pela BR-364 até a ponte metálica da cidade.

A situação tem afetado principalmente trabalhadores e estudantes, que passaram a gastar mais tempo nos deslocamentos diários.

Investigações continuam

A estrutura, que custou cerca de R$ 45 milhões, teve aproximadamente 60% de sua extensão destruída. O desabamento aconteceu um dia após a interdição da ponte devido ao surgimento de rachaduras.

Quatro pessoas ficaram feridas após ultrapassarem o bloqueio de segurança. Entre elas está o ex-juiz Edinaldo Muniz dos Santos, que permanece internado em estado grave.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Acre instauraram procedimentos para apurar as causas do desabamento. Paralelamente, o governo do Estado acionou judicialmente a empresa responsável pela obra, enquanto estudos técnicos tentam identificar se o colapso foi provocado por falhas estruturais ou pelo fenômeno conhecido como “terras caídas”, comum em áreas de rios amazônicos.

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