O ciclone-bomba que atingiu o Centro-Sul do país se afasta para o oceano, mas ainda mantém previsão de ventos fortes em áreas do Sul e do Sudeste neste sábado.
O que aconteceu
Rajadas ainda podem chegar a 90 km/h em pontos do Paraná e de Santa Catarina, enquanto São Paulo pode ter vento de até 70 km/h. Neste sábado, a previsão é de menos vento, mas as rajadas ainda podem chegar a 70 km/h em São Paulo e a até 90 km/h em pontos de Santa Catarina e do Paraná, segundo a Climatempo.
Nova frente fria volta a mudar o tempo no Centro-Sul, com risco de temporais. Chuva forte é esperada principalmente no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo, e o sistema também pode alcançar partes de Mato Grosso do Sul, além de reforçar o frio no Sul.
No mar, a agitação aumenta e ondas grandes começam a chegar ao litoral neste fim de semana. Neste sábado, elas podem alcançar 2,5 metros no Sul e avançar até São Paulo e Rio de Janeiro; no domingo (9), ficam entre 2 e quase 3 metros no Sul e no Sudeste.
Previsão indica vento de 50 a 70 km/h em trechos do Sudeste e do Centro-Oeste. As rajadas podem atingir o centro-sul e o leste de São Paulo, o extremo sul de Minas Gerais, o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além da metade oeste e do centro-sul de Mato Grosso do Sul e do sudoeste de Mato Grosso.
Como fica o tempo nas capitais
Rio de Janeiro pode ter melhora do tempo ao longo do dia, mas segue com vento em destaque. Há chance de chuva fraca nas primeiras horas, e a temperatura pode chegar a 31°C.
Belo Horizonte deve ter fim de semana de tempo firme e calor. A máxima fica perto de 32°C, com umidade relativa do ar entre 20% e 30% em parte de Minas Gerais.
Curitiba deve ter aumento de chuva e trovoadas, além de ventania. A máxima prevista para hoje é de 21°C, e no domingo a chuva pode ganhar força, com queda da máxima para cerca de 17°C.
Porto Alegre pode ter chuva fraca e isolada pela manhã e depois tempo firme, mas frio. A máxima fica em torno de 15°C neste sábado e pode chegar a cerca de 16°C no domingo.
O que explica o fenômeno e os impactos recentes
Ciclone-bomba é o nome dado quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente. Esse tipo de sistema costuma aumentar o risco de ventos fortes, chuva intensa e queda brusca de temperatura.
Mesmo com o afastamento do ciclone, alertas de vento seguem ativos em trechos do litoral do Sul e do Sudeste. Na noite desta sexta-feira (7), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantinha avisos para as costas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo em vigor até a noite deste sábado.
Passagem do sistema nos últimos dias provocou transtornos e reforçou a entrada de ar frio no Sul. O Rio Grande do Sul teve rajadas acima de 120 km/h e registrou uma morte e ao menos cinco feridos na sexta-feira (7), além de risco de geada em áreas do estado com a queda de temperatura.
RS, RJ e SP foram impactados
No Rio Grande do Sul, os ventos passaram dos 120 km/h, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na sexta. A morte registrada é de um motociclista, de aproximadamente 30 anos, após a queda de uma árvore, em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre. A Defesa Civil informou que dois feridos seguiam hospitalizados até o fim da tarde de sexta.
Apesar do caos atmosférico causado nas regiões, o ciclone não passou diretamente sobre os estados. Os impactos sentidos foram, na verdade, indiretos, com a formação de instabilidade durante a passagem do fenômeno pelo oceano. Os eventos climáticos no Rio Grande do Sul não aconteceram somente por causa do ciclone, e sim por uma combinação de fatores.
O ápice do mau tempo no Rio Grande do Sul aconteceu na tarde e na noite de quinta, quando um tornado atingiu a cidade de Pedro Osório. O município, localizado a 290 km da capital gaúcha, teve destelhamento de casas. A prefeitura informou que ainda realiza o levantamento dos danos, mas não há registros de vítimas. Segundo a Defesa Civil, o tornado foi localizado, com reporte no interior do município, e atingiu uma casa em área não urbanizada.
Até a noite de sexta, 114 municípios reportaram danos em casas e infraestruturas públicas no RS. A informação foi atualizada pela Defesa Civil do estado, que informou também que 2.306 pessoas estão desalojadas. Não há relatos de desabrigados no estado. As cidades com mais moradores afetados são Novo Cabrais, Eldorado do Sul, Nova Hartz, Novo Hamburgo, Portão, Sapiranga, Santo Antônio da Patrulha e São Leopoldo. Rio Pardo também registrou danos significativos em mais de 140 residências e repartições públicas.
Rio de Janeiro contabilizou 22 ocorrências relacionadas ao vento. A maior parte desses registros é de queda de árvores, sem vítimas. O Governo do Estado decretou ponto facultativo, enquanto a prefeitura e o governo orientaram a antecipação do encerramento de expediente de todos que não realizavam atividades essenciais. Um gabinete de crise formado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil monitora a situação do estado.
As rajadas mais fortes do estado do RJ foram registradas em Angra dos Reis, na costa verde. Segundo o COR-Rio (Centro de Operações Rio), os ventos chegaram a 88,7 km/h na Praia do Abraão às 11h de sexta. No município do Rio, a rajada mais forte foi de 66,6 km/h no Aeroporto do Galeão entre 11h e 12h, e houve oito quedas de árvores.
Aulas foram canceladas em escolas públicas municipais e estaduais da capital carioca. A UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também cancelaram as atividades.
Em São Paulo, os ventos mais fortes aconteceram na região do litoral na manhã de sexta. Em Santos, uma rajada de 109 km/h foi registrada pela Defesa Civil às 7h, sendo a maior até o momento. Árvores de grande porte caíram na cidade, segundo o órgão.
A Capitania dos Portos fechou o porto de Santos para navegação às 6h45 de sexta. As travessias de balsa da cidade para Vicente de Carvalho e Guarujá também foram paralisadas por “impraticabilidade”, sendo retomadas às 7h25. As Prefeituras de Bertioga, Itanhaém, Peruíbe e Ubatuba suspenderam as aulas por prevenção.
Estado de São Paulo também ativou um gabinete de crise para monitorar os danos causados pelo temporal. O gabinete tem membros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária, da Defesa Civil, de concessionárias de luz e de gás e das agências reguladoras do estado.
Fonte: ac24horas.com
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