A governadora Mailza Assis (foto) e os seus aliados ainda não saíram do Baile da Vitória, continuam em comemoração pela exuberante votação na conquista do governo. O problema é a ressaca, que começa logo após o dia de sua posse, em janeiro. Vai tocar um estado em péssima situação fiscal e com o aprisionamento de boa parte do seu orçamento, que deixa as finanças estaduais ainda mais debilitadas. Judiciário, Legislativo, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública, levam quase 25% do orçamento, fruto de bondades que não poderiam ser dadas pelo governo para engordar o caixa desses órgãos. Não podem nem culpar a oposição. E pelo que tenho tomado ciência, querem aumento nas alíquotas dos repasses do papai Governo do Estado, no próximo ano. A Mailza tem duas saídas: afundar ainda mais a quebradeira do estado, aumentando os repasses aos órgãos citados; ou mostrar as reais condições do caixa do estado, quase vazio, e ser dura e negar os pedidos de mais grana. Não se pode ser perdulário num estado pobre, que depende muito das relações com o governo federal, como o Acre. Se não der um breque e rejeitar qualquer aumento, vai começar mal o seu novo governo. Como é que vai justificar que tem dinheiro para jorrar aos outros poderes e não tem para aprovar o PCCR da Saúde e repor os benefícios que foram tungados dos professores? Os sindicatos vão fazer protestos, com razão, a sua administração ficará conflagrada. Ela tem que entender que se quiser manter o estado em condições financeiras estáveis, tem de governar não para agradar os demais poderes, mas para ter governabilidade. O Acre tem boa parte da população vivendo na faixa de pobreza. A fome não espera. Tem que mudar a cara da Saúde, que hoje presta um atendimento deficiente na capital, e muito pior nos municípios isolados. Tem que gerar emprego e renda. Há bastante tempo a construção civil se encontra estagnada no estado. O máximo que o poder público tem construído até aqui é a Casinha do Papai Noel, na época natalina. Fez uma ponte ali, a outra caiu. E só. Os repasses milionários para bancar a deficitária Previdência Estadual, só aumentam. Ou a Mailza ajusta a gestão ao tamanho das finanças do estado, corta secretárias que nada entregam e são cabides de emprego, ou pode até ter complicações para manter em dias o pagamento da folha dos servidores. O governo está inchado de cargos de confiança, muitos apenas politiqueiros. Encerrando a prosa: a prova de fogo do governo da Mailza será quando tiver de dizer aos demais poderes que no Acre ainda não nasceu a árvore que produz dinheiro como frutos. Alea Jacta Est.- A sorte está lançada.
NÃO SE TRATA DE GOSTAR
A questão não é gostar ou não do Lula. Da sua ideologia. Do modo de administrar o Brasil. Mas de reconhecer que o Lula já entrou para a história da política brasileira como um dos maiores líderes que este país já teve. Emplacou este ano seu quarto mandato. Impôs duas derrotas seguidas ao bolsonarismo. Ao seu principal cacique, Jair Bolsonaro; e agora em 2026, ao filho Flávio Bolsonaro. Este sim, pode ser chamado de Mito da Política Brasileira.
PERDEU REPRESENTATIVIDADE
O Juruá perdeu representatividade no parlamento na eleição deste ano. Foram derrotados o deputado Zezinho Barbary, e as deputadas Maria Antônia e Antônia Sales. O deputado Luiz Gonzaga abandonou a política.
FOI UM BOM LÍDER
Não sei se a governadora Mailza Assis vai manter na liderança do governo, o deputado Manoel Moraes (PP), que deu conta do recado e sempre rebateu a oposição. E é de uma lealdade extrema.
INVERTENDO O PODER
Um velho militante político fez ontem uma observação, com a qual concordei: “Para quem governa o estado, o prioritário é formar uma base de apoio sólida na Assembléia Legislativa, porque são os deputados estaduais que vão aprovar os projetos governamentais ou não. Os deputados federais têm as emendas, não são eles que dão ou não a governabilidade ao estado. E são obrigados a aplicar suas emendas nos municípios ou no estado”.
VOTAÇÃO CALADA
Sem alardes, calado, o deputado federal eleito Pedro Longo (MDB), teve uma votação estupenda no Juruá, em torno de 5 mil votos. Não é fácil um candidato que não é daquela região alcançar essa votação.
NOME QUE RENOVA
Uma das surpresas da eleição passada foi o vereador por Marechal Thaumaturgo, Gláucio Pedrosa (PL) -foto – que se elegeu deputado estadual pela região do Juruá. Foram mais de 7 mil votos na região.Foi o mais votado de Porto Walter, o segundo em Marechal Thaumaturgo; e 3.327 votos, em Cruzeiro do Sul. Vai ter protagonismo nas eleições para prefeitos destes municípios.
VOTAÇÃO PÍFIA
Nenhum político investiu mais na ajuda aos que praticam a Agricultura Familiar, do que o senador Sérgio Petecão (PSD), mas a sua votação neste nicho foi pífia. E também apostou errado que os prefeitos aliados lhe garantiriam a reeleição. Nem mel e nem cabaça.
PRATICAMENTE OS DOIS
A oposição para valer na ALEAC na próxima legislatura ao governo da Mailza ficará restrito aos deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Emerson Jarude (NOVO). Poderá aparecer um e outro protestando, mas será meia boca.
META DO RUEDA
A meta do deputado federal eleito Fábio Rueda (UB) será emplacar os secretários de Saúde de Rio Branco e do Governo do Estado. Isso vai resultar na pressão de outros deputados federais por cargos no governo e prefeitura. Lotear a Saúde nunca foi um bom negócio.
NÃO VAI QUERER ENCARAR
É muito improvável que o médico Thor Dantas (PSB) aceite ser candidato a prefeito de Rio Branco, em 2028. O problema da esquerda é que ficou 20 anos no poder e não renovou os seus quadros. Suas lideranças envelheceram. E o tempo não volta.
NOVO CONFRONTO
Em 2030, poderemos ter um novo confronto entre o senador Alan Rick (Republicanos) e a governadora Mailza Assis (PP). A vaga para estar em disputa será a do Alan, e a Mailza, se assim quiser, pode deixar o governo para disputar o Senado.
LEQUE DE ALIANÇAS
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (foto), ao abrir as portas para acomodar indicações partidárias, foca em 2028, quando disputará a reeleição. Quer garantir desde já ser candidato por um grande arco de aliança.
FAZ UM BOM TRABALHO
Da equipe do ex-prefeito Bocalom, o secretário que faz um bom trabalho é o jornalista Ailton Oliveira, com boa atuação na SECOM. Pesa a seu favor ter bom relacionamento com a classe jornalística.
SEM PROBLEMAS
A atual equipe que comanda a Secretaria de Educação do estado, sem alarde vem fazendo uma boa gestão e sem nada até aqui que desabone a condução da pasta, uma das mais difíceis de conduzir no estado.
NÃO PRECISA
O ex-prefeito Tião Bocalom não precisa de cargo público para sobreviver com dignidade. Toca com sucesso a sua plantação de café, que lhe rende o necessário para se manter.
VIROU ROTINA
Quase todo dia se noticia a morte de alguém na capital vítima de tiroteio. Rio Branco está voltando a ser uma cidade violenta.
COM DEUS NO CORAÇÃO
Um bom domingo, com Deus no coração, e sem ódio e muita paz.
FRASE MARCANTE
“A formiga com ódio da cigarra, votou no inseticida. Morreram todos, incluindo o grilo que votou nulo”. Poeta dos Muros do Sertão.
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